Estive este fim-de-semana por Lisboa para uma jornada dupla.
Comecei pelo Triatlo Olímpico de Setúbal… Nos dias que o antecederam, descansei mais do que tinha inicialmente planeado, mas era para fazer sem grande ilusão, pois a ideia era fazer um treino de intensidade…
Confirma-se que estou a melhorar… no entanto, na natação não deu para perceber bem como estou porque houve tempos muito estranhos... muita malta acima dos 30 e muitos minutos. Razão: forte CORRENTE. Eu fiz 38 min., sem muito esforço, com boa navegação, mas com más opções de trajectória.
Na transição para o ciclismo, optei por calçar meias. Rapidamente apanhei a roda de dois companheiros que possivelmente estavam muito desiludidos com a situação que viveram na natação… Andavam muito bem. Percebi bem isso quando depois do primeiro retorno resolvi ajudar e quase que me saíam os pulmões pela boca. No entanto, sentia-me confortável na roda e nos estava a conseguir segui-los nas zonas mais técnicas (praticamente inexistentes). Depois fomos alcançados por malta que ia uma volta adiantada e o grupo ficou enorme (andávamos em torno dos 40 Km/h). Sabia que teria de ter muita atenção para nos retornos não estar mal colocado… e a coisa até estava a correr bem, mas ia na cauda do grupo. Depois, entrei num pequeno rego que havia no meio da estrada e a roda da frente começou a fazer um barulho constante como se houvesse alguma coisa entre os raios. Olhei para aqui, para ali e quando levantei a cabeça, 50 mts estavam perdidos e já lá não fui… Foquei tristíssimo e aguardei por um pequeno grupo que tínhamos acabado de passar. Optei por ir nas calmas… e a coisa só voltou a animar quando novamente fomos alcançados por mais um grande grupo com malta em volta mais adiantada e outra malta na mesma volta que eu. Pouco depois estávamos todos na mesma volta (a 5ª) … e continuei confortável no final do grupo. Foi ai que vi um grupo de malta de Peniche, mesmo à minha frente a fazerem sinais… e sai um disparado. Sigo-o e vem dos de Peniche atrás de mim… Aquilo parecia o Tour. Não importa muito, o certo foi que consegui seguir esta malta, com algum conforto. Foi um ciclismo a grande velocidade (primeiros 20Km a 36Km/h e segundos a mais de 33 Km/h).
Comecei a correr e senti uma forte dor de burro… possivelmente do gel que resolvi ingerir na última volta de ciclismo. Subi a primeira rampa (o circuito de corrida iniciava-se com uma enorme e acentuada rampa) muito lentamente, a tentar recuperar da dor… com o topo da rampa a dor parou e na descida ainda deu sinais, mas acabou por desaparecer completamente… Segui confortável, por volta dos 4:30/Km, excepto na zona da rampa onde fazia cerca de 5:00/Km… No meio da corrida, ouvi o speaker dizer que estava a chagar um moça (não me recordo quem era) com 2:11:00h … e eu levava 22min. a correr. Rapidamente fiz uma conta em que na minha cabeça ficava com 2:33:00h, que era marca que nunca tinha conseguido num Olímpico. No entanto, não estava bem no meio, havia ali no final da volta um vai e vem no meio de fitas que fez com que estivesse a iniciar a 3ª volta com mais de 23 min.. Pensei que poderia dar mas teria que acelerar… e assim fiz. Na rampa da volta final ultrapassei um dos colegas que puxou por um dos grupos que integrei no ciclismo e que ia a correr muito bem… no final da descida passou por mim. Resolvi segui-lo, mas comecei a pensar no tempo e voltei a passa-lo e segui para a meta bem forte. Acabei com 2:35:29, no 101º lugar (de 150 que acabaram) e logo depois de mim o João Correia, que me deu um abraço … isto era uma competição… e este abarço representa o respeito pelo esforço do adversário, um obrigado por ter dado luta e ter-mos vivido tão bom momento. Eu senti respeito por ele.
Entretanto, hoje fui fazer a Meia Maratona de Portugal (1:43:47)… em ritmo de treino, progressivo. Boas sensações, mas cansado…
Encontrei uma série de malta da blogosfera (Almeida, Veloso e Corredor de Domingo) e cruzei-me com outros durante a corrida… é sempre bom revê-los e cumprimentá-los.
Tive a companhia do Pedro… mas a coisa vai ter que correr melhor para a próxima (apesar de achar que o que fez foi muito, mesmo muito, e o que falhou é para reparar facilmente) …
Abraço,
Rui
Há 3 meses

















