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domingo, 30 de janeiro de 2011

PB na Meia Maratona Manuela Machado…

Fui hoje a Viana do Castelo, uma das cidades mais bonitas do Norte de Portugal (acho que conseguia viver ali perfeitamente), para correr pela 3ª vez a Meia Maratona daquela cidade. Normalmente deparo-me com esta prova logo depois das São Silvestres, obtendo bons desempenhos resultantes das embalagens com que venho.

No entanto, desta vez cheguei a este dia sem grandes planos, até estava mais voltado para um treino calmo e a corrida mais longa que tinha feito desde a Maratona de Lisboa tinham sido os 15 Km de Cesar… estou em fase de descanso, aliás, em fase final de descanso, porque a partir de 8 de Fevereiro começo o meu plano para o Ironman…

O certo é que o João Paulo (mais uma vez o João Paulo) começou por marcar um ritmo bom… e eu, ao fim de 500 mts tive vontade de abrandar, mas ia connosco o Vasco (V3 da AASM) e lá resolvi continuar… Por volta dos 7 Km, o Vasco ficou para trás… e eu pensei em ficar com ele… mas lá voltei a resolver continuar. No retorno, aos 10Km, voltei a pensar o mesmo e só aos 14 Km é que resolvi deixar o João Paulo seguir… mas depois de respirar, ainda pensei em recolar… e reaproximei-me.

Aos 15 Km levava 01:05:20… e recordava-me de no ano passado passar por ali com 01:07:30 … pensei que pelo menos conseguiria a minha melhor marca em Viana. Mas com a entrada na cidade percebi que estava num ritmo melhor que no ano passado (nesta zona da prova)… e que o mais certo era conseguir o meu PB… Assim foi: 01:32:46 … e desta vez foi mesmo o João Paulo o responsável… Abraço e obrigado.

Também acho que isto foi possível graças aos treinos que fiz para as maratonas no final do ano passado (NOTA: 3 PBs no mês de Janeiro deste ano de 2011)...

Abraço também para o Velhote e Paulo Costa, que foram uma bela companhia…

segunda-feira, 5 de julho de 2010

The Daleside Auld Lang Syne Fell Race 2009.wmv


Não resisti a colocar aqui este vídeo... para a malta corredora.

Encontrei-o num fórum de triatlo, porque o vencedor é o invencível Alistair Brownlee... numa altura em que poucos lhe poderão fazer frente. Entre nós, há um em ascensão: João Silva (4º classificado no Campeonato da Europa realizado no passado fim-de-semana na Irlanda, prova ganha pelo Brownlee, claro)...

Mas, o motivo deste post foi mesmo esta corrida... neste vídeo:

domingo, 4 de julho de 2010

Teste no XXII Grande Prémio de São Pedro


Fiz hoje o XXII Grande Prémio de São Pedro - Póvoa do Varzim...

Desde o Triatlo de Peniche que não participava em provas... Ainda estive inscrito na Corrida das Festas da Cidade, mas a esta fase é de adaptação da família aos 6 meses do André, o meu filho mais novo (é o tempo do regresso da mãe ao trabalho, das papas, de mais interacção, mais brincadeiras... neste caso, a dobrar)... não tem sido prioritário participar em provas, principalmente as que impliquem estar um dia inteiro fora de casa, ou mesmo meio dia que seja, inclusive ao fim-de-semana... ou melhor, logo ao fim-de-semana, porque já à semana se tem que estar ausente!

No entanto, tenho treinado (sozinho, a horas tardias, nos "buracos" do trabalho, da vida) sempre focado no desempenho de uma prova curta (Olímpico de Aveiro a 17 de Julho). Ao contrário dos habituais treinos longos (para a Maratona ou para o Triatlo Longo) o meu pensamento é ter um bom desempenho em 1500mts de natação, 45 min. de ciclismo e 10Km de corrida. No caso desta última, tenho feito séries e mais séries... longas (1Km ou 2Km), curtas, 2X por semana, a 1:25 os 400mts c/ 30'' entre elas... etc.. Acho que nunca as fiz tão rápido...

A meio da semana, depois da decisão de não ir a Pedrogão Grande fazer o Triatlo Sprint, fiz a inscrição no XXII Grande Prémio de São Pedro. Logo se veria se estaria à partida ou não...

Não pensei muito na prova, mas hoje lá fui para a Póvoa. Ainda pensei que teria possibilidade de bater o meu recorde, mas no aquecimento já sentia as pernas cansadas (ontem fiz treino de natação e treino de transição de bike para corrida, num total de 2:30h). Para além disso, não tenho feito corridas e ainda pensei que mais valia fazer um treino progressivo... Mas voltei atrás e a opção foi arrancar a dar o máximo para ser um teste... Lá fui, a bom ritmo, mas não desenfreado, como me é habitual... Até ao 4º Km fui bem, num ritmo em torno dos 4:10min/Km, mas a sentir os meus músculos cansados. Depois do 4º Km, acabei por abrandar ... o cansaço apoderou-se mim... e fui cada vez mais lento... até ao final. Aos 8850mts tinha 39:12min, altura em que o meu GARMIN ficou sem bateria. Terminei com cerca de 45 min..

O teste não foi bom... Mas o treino, foi bom. Ainda pensei se não terei chegado a um limite, uma barreira, que não conseguirei ultrapassar... Mas estou convencido que terei de ter paciência e com os meses, os anos, os treinos, as melhorias virão...

Ainda vou passar esta semana a dar-lhe com força e no fim-de-semana que vem vou a Vila Nova de Cerveira fazer mais um teste. Já estive mais optimista, mas vou tentar estar bem em Aveiro, no Olímpico...



segunda-feira, 15 de março de 2010

Corrida do Dia do Pai


Hoje foi dia da corrida do dia do pai… com a participação da minha família alargada. O meu pai veio de Trancoso ao Porto, de propósito, visitar-me e participar na caminhada. Com ele arrastou um dos meus irmãos (Nuno) e a minha cunhada (Sónia)… que foram as companhias do meu filho mais velho (Alexandre) na caminhada. Acabou por ser uma excelente manhã, que se prolongou pelo almoço e princípio da tarde. Pôr a conversa em dia e estar junto foi ao que nos dedicámos.

Hoje era um dia traçado para o convívio: uma corrida de 10k, no Porto; como vem sendo habitual, iniciei a corrida com o meu primo Ricardo, hoje com mais dois amigos na corrida; depois, também tive a companhia do meu vizinho Luís; ao longo da corrida, partilhei-a, nalguns momentos, com os companheiros do Triatlo-AASM e ainda houve tempo para um pouco de conversa no final; no final ainda deu para cumprimentar o Meixedo e do Vítor Dias (malta da blogosfera); ainda estive à conversa com o Nuno que conheci com isto do triatlo e… muita gente não é!!!… isto de correr faz-nos conhecer muita malta… Abraços para todos.

Quanto à corrida, não me correu tão bem como esperava. Depois da meia maratona da Póvoa do Varzim ressenti-me de uma dor no pé direito (que acabou por ficar forte no dia seguinte) e me acompanhou durante a semana. Consequência, não treinei corrida durante a última semana… já tenho consulta marcada no ortopedista… Mas cheguei a pensar em abdicar da corrida e limitar-me a fazer companhia ao meu pai e filho na caminhada… Mas lá decidi fazer os 10Km… Só depois de ter deixado a minha família na sua posição de partida é que comecei a pensar em tentar bater o meu PB. Pensei que conseguiria baixar dos 42 min. e parti com essa intenção. Os primeiros quilómetros estavam perfeitamente dentro do objectivo, em torno dos 4:00/Km… mas o percurso era a descer. Aos 5Km estava com 20:20. O problema foi quando começamos a subir… e desta vez subimos muito… mesmo até à Avenida Marechal Gomes da Costa. É claro que também descemos para o Parque da Cidade, mas já não tinha pulmões e pernas para descer…

No final, 42:40… e sempre pronto para continuar a trabalhar…

Abraços para todos…

domingo, 7 de março de 2010

XX Meia maratona Cego do Maio


Desloquei-me hoje à Póvoa do Varzim para fazer uma meia maratona propícia para boas marcas, uma vez que é praticamente plana, sendo que a chuva, que se fez sentir esta manhã, deu tréguas mal se deu o tiro de partida… Havia boas condições para uma excelente prova e tinha que seguir num bom ritmo... sai de casa meio convencido que iria obter a minha melhor marca na distância. Tinha reduzido a intensidade dos treinos na última semana e estava bastante confiante... Resolvi fazer a prova num ritmo que sentisse como confortável… próximo do limiar de sofrimento, mas confortável. Assim foi, e procurei não deixar esse ritmo… talvez apenas na fase final (2 últimos Km) acabei por estar mais do lado do sofrimento.

Na corrida, procurei seguir o ritmo de outros companheiros, mas sempre no tal ritmo confortável… quando percebia que estava a deixar o conforto, não hesitei em deixar-me ficar para trás. Com isto, fiz os primeiros 5 Km em torno dos 4:15/Km e, depois disso, procurei seguir sempre abaixo dos 4:30/Km, o que foi acontecendo, excepto nos tais dois últimos Km (4:40 e 4:38),a altura em que senti que estava a entrar na “zona” do sofrimento.

Segui quase sempre com 3-4 corredores e chegámos mais ou menos juntos ao final. Passámos muitos atletas e fomos ultrapassados por muitos, também… NO final, fiquei contente por ter conseguido uma prova num ritmo mais constante que na meia maratona Manuela Machado e, obviamente, por ter feito a minha melhor marca (1:33:49), sendo que considero que posso fazer ainda melhor (no que respeita à constância e à marca). Mas tenho que continuar a trabalhar… (assim… devagar, como tem sido até aqui…)

Duas notas:
  • Pela primeira vez corri com pelo meu novo clube de corrida (SPORT CLUBE AMIGOS DA BAIONA) … é um clube criado por vários elementos da minha família, uma vez que temos relações com esta aldeia/lugarejo algures quando acaba o Alentejo e começa o Algarve… No caso, é natural da Baiona a avó materna dos meus dois filhos… é terra de que muito gosto.


Ver mapa maior

  • Também gostei de apoiar e sentir o apoio e cumplicidade dos meus colegas de clube de triatlo (ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE SÃO MAMEDE) … a partir desta época estou ligado a este clube. Voltarei a este assunto em breve.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

20 Km de Cascais

Com um fim-de-semana em família, programado para Lisboa, tinha colocado de lado a minha participação nos 10 Km de Braga. Acabei por me inscrever nos 20Km de Cascais, mas nem era previsível a minha participação nesta prova porque a dinâmica familiar era prioritária… No entanto, acabaram por se conjugar condições favoráveis e aproveitei para conhecer um percurso com paisagens fantásticas… esta zona da costa até ao Guincho não faz parte dos sítios que mais tenho frequentado na vida… e até me apetecia esta experiência.

Assim, na companhia de um primo, tive a minha estreia nos 20 Km de Cascais. Havia malta conhecida, mas muito pouca. Para além disso, foi tudo feito em grande correria (sair de casa, ir para o local da prova, levantar dorsais, correr, regressar… :P).

Para além disso, no que respeita a forma como encarei a prova, tenho percebido a necessidade de ganhar resistência e, também, de tentar reduzir o número de provas em que ando com os bofes de fora… Assim, fui para os 20 Km de Cascais fazer um treino progressivo.

Iniciei a prova num ritmo abaixo do que sou capaz. Regulei-me pela percepção de esforço, sendo que até ia a cerca de 4:45 min/km… Procurei manter-me num ritmo em que percepcionava controlo do meu esforço… A ideia era começar a aumentar o ritmo a partir dos 10Km e assim foi, mas sem andar na minha capacidade máxima. Isso acabou por acontecer já depois dos 15Km, aí sim, acabei por aproximar-me do meu esforço máximo, andando nesta altura num ritmo de 4:30 min/km. Nos últimos 500 mts tive que abrandar porque tive a famosa “dor de burro” (pela 1ª vez, desde que faço esta coisa das corridas). Gostei da corrida, da companhia do meu primo, de ter conhecido este percurso que voltarei a repetir. Gostei da organização e até o frio e o vento, que se fez sentir na zona do percurso mais encostado ao mar, me foram agradáveis… foi só boas sensações, provavelmente porque não andei em ritmos de sofrimento.

A chatice foi que, depois de concluir a corrida, me ressenti de uma dor no joelho e dos ligamentos do pé, do meu lado direito… Desde miúdo que a minha história de lesões está ligado a esta perna. Vou tentar baixar o ritmo e ver se isto não dá para o torto.

Apesar de não ser meu hábito, nem o sentido que quero dar a este blog, tenho que fazer uma referência ao vencedor destes 20 Km de Cascais… O triatleta João Silva é uma promessa do triatlo português, que no passado, enquanto júnior, teve grandes duelos com o grande dominador do triatlo internacional do ano de 2009 (Alistair Brownlee). Depois de um ano de pausa na sua progressão, parece ter carregado no Play… e este ano já se fartou e ganhar provas de estrada e foi o vencedor do duatlo das Lezírias no fim-de-semana passado. Espera-se o encontro dele com o Bruno Pais, para se perceber bem como é que ele está…

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Meia maratona Manuela Machado… próximo do meu melhor tempo...


Um ano após o meu melhor registo numa meia maratona, regressei a Viana do Castelo na expectativa de fazer um tempo na casa da 1:32h a 1:33h … Não tinha a noção clara da minha condição actual, mas, para mim, tinham-me corrido bem as São Silvestres e esperava esse tipo de registo.

No entanto, não só não consegui o tempo que esperava como também não melhorei o registo do ano anterior – 1:34:55 (o que seria melhorar a minha melhor marca na meia maratona).

Nada de mais… continuo a divertir-me e a tirar muito prazer do desporto e da corrida, e isso é o que mais importa… mas os objectivos (de melhoria das minhas marcas) mantém-se e quero conseguí-lo nos próximos meses.

Esta dialéctica entre a correr por prazer e o correr para os objectivos até parece incoerente… mas faz parte uma da outra, se não são mesmo a mesma coisa… acho que há muita gente a sentir isto como eu…

Quanto à corrida… a minha memória era que este percurso era em constante sobe e desce, mas nunca muito significativo e prolongado, feito pela N 202 na direcção de Viana do Castelo para Ponte de Lima (este ano tinha uma pequena diferença, porque o início não era no local da meta, mas sim na Avenida Marginal, fazendo com que houvesse uma passagem próximo da meta próximo do final, numa fase em que ainda faltavam 2k). Fiz uma parte inicial calma (entre pensamentos de pouca motivação…) evitando entrar num ritmo em que me sentisse excessivamente ofegante. Assim foi, até aos 10 km onde passei com cerca de 44 min.. Depois dos 10 km pensei que devia resguardar-me um pouco para não ter quebras significativas na parte final… Foi depois do km 14-15 (com uma parte da prova feita a descer) que resolvi acelerar a passada… Aos 15 km estava com 1:07:30 … e achava que ia conseguir chegar 1:34h, uma vez que me sentia capaz de uma aceleração final… Procurei concentrar-me numa passada forte e constante, seguia sensivelmente em torno dos 4:30 min/km… e nos últimos 2 km lá tentei acelerar … mas não deu. Deu 1:35:06, mais 11 segundos que no ano passado… bem perto da minha melhor marca.

Mas está claro, vai ser com calma, mas vou ter que me dedicar mais…

sábado, 2 de janeiro de 2010

São Silvestre de Santo Tirso

Fiz hoje a São Silvestre de Santo Tirso pela segunda vez. Já conhecia a dureza do sobe e desce do percurso, conjugado com o piso maioritariamente em “paralelo”… muito duro.

É uma típica corrida popular, com muita gente na rua, ou às janelas, a incentivar, ou tão-somente a ver passar os “corredores”. Não foi um público especialmente caloroso, mas na zona da meta o aglomerar de gente dava-nos mais ânimo… e sabe sempre bem, fazer parte desta festa.

No entanto, nem tive muito tempo para reparar no público. Fui sempre muito concentrado na corrida, a dar o que tinha, num ritmo muito bom, confiante no que estava a fazer. Fui quase sempre integrado num pequeno grupo, na parte traseira, tendo procurado seguir num ritmo constante numa fase muito difícil da corrida, com as maiores subidas e maiores descidas. Aos 7,5 Km foi mais complicado segui-los e comecei a sentir o sofrimento a obrigar-me a alguma contenção. Mesmo assim, dei tudo o que tinha no dia de hoje. Tinha o objectivo dos 42 min. … o que não deu, mas pouco faltou » 42:31.

Ainda não foi desta que bati o meu melhor tempo (42:21) mas estou a sentir-me bem, a fazer tempos superiores aos que consegui nas mesmas provas, no ano passado. Tenho a expectativa de chegar a Março capaz de atacar os 40 min.. Vai ser difícil, mas os objectivos servem para nos mobilizar e motivar para o esforço de treino… e vou aumentar a carga em Janeiro e Fevereiro. Pelo menos, e esta ambição o demonstra, os 42 min. são uma barreira que julgo estar ao meu alcance.

Antes da corrida ainda encontrei o Velhote e o Miguel Torres… Mas, depois da partida, não os vi mais… um abraço para eles.

Um abraço também para os bravos do longo de amanhã, em Valongo. Espero que transformem esse treino num hábito… para um dia destes poder acompanhar o grupo.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

São Silvestre do Porto, 44:08 :)


De volta às corridas, depois de Gaia… não podia perder uma das minhas provas preferidas.

A chuva ameaçou a festa, mas o povo marcou presença, diga-se que uma presença bem intensa com calor, apoio, muita atenção a todos os atletas do pelotão (pareceu-me haver mais gente que no ano passado, a correr e a assistir)…

Quanto a mim, estava mais confiante que na véspera, pois já sabia que estava capaz de correr com mais força que há um ano. Ataquei a 1ª ida ao Marquês com firmeza, num ritmo a rondar os 4:50/km (o Pai Natal deixou-me um Garmin 310XT no ténis de corrida), depois ataquei a descida para os Aliados em torno dos 4:00/km … a minha estratégia era atacar novamente na 2ª subida para o Marquês… e assim fiz, mas agora o ritmo era mais difícil e tive dificuldades em correr abaixo dos 5:00/km. Quando estava no Marquês pensei que o pior já tinha passado e, já que ali estava, só tinha era que atacar a 2ª descida para os Aliados (e lá fui, abaixo dos 4:00/km)… Esqueci-me da última rampa, a subida dos Aliados (curta, mas subida) e, quando a tive pela frente, exactamente a meio da curva, resolvi atacá-la também. :)

Senti-me óptimo… com a sensação que dava para continuar. Mais uma vez, volto para casa com o prazer que a corrida me dá

Fui para a corrida na óptima companhia do meu vizinho Luís, que ainda não entrou 100% na coisa das corridas, mas vai lá… E mais uma vez reencontrei malta cá da net (abraço para todos) e outros velhos amigos… que gostei de rever (ainda bem que muito bem com a vida).


sábado, 26 de dezembro de 2009

São Silvestre de Gaia


Por estes dias, a "boa forma" não tem sido a minha principal preocupação. Há um mês atrás treinava-me para fazer os meus melhores tempos neste período das São Silvestres… Mas com a adaptação ao mundo do meu filho mais novo… os sonos perdidos, os treinos irregulares e alguma desconcentração para com a actividade desportiva, deixou-me incerto quanto ao meu desempenho nestas provas.

No entanto, o treino está lá e os resultados reflectem-no… no entanto, não gostei muito do que encontrei nesta São Silvestre.

A corrida acabou de ter 10,840Km, graças a uma enorme azelhice da organização que colocou a partida ao contrário (!!!!!!). Ao contrário do que estava anunciado (a partida era em “direcção ao Canidelo”) e ao contrário do que era protector da segurança dos atletas, porque evitaria o enorme afunilamento de pessoas no primeiro retorno, com apenas 400mts percorridos e, por fim, ao contrário do sentido que faria com que o percurso tivesse os anunciados 10 Km.

Passei aos 10Km em 42:45min, um tempo do melhor que fiz até hoje, sendo que tive alguma contenção, porque não faço corridas há mais de um mês… e os treinos têm sido de intensidade moderada, excepto as saídas para fazer séries… Saí desta corrida com a sensação de que era capaz de fazer um tempo abaixo dos 42:00 min. …

Já estou a recuperar para a São Silvestre do Porto… Mas, também não será aqui que vou baixar dos 42 min. :) … Talvez em Santo Tirso.

PS: Mas que bem que me soube o retorno à corrida popular…

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Relato da 6ª Maratona do Porto

Um dia depois da 6ª Maratona do Porto, a sensação de realização está a começar a desvanecer-se perante o desejo de trabalho para os próximos desafios. Apesar de continuar imerso em trabalho e prazos para cumprir, só penso na recuperação para voltar aos treinos… (convém que o diga, também já estou contagiado com o Natal, o que me voltou a acontecer desde que fui pai, sendo que se aproxima a repetição desta sensação, o que me deixa ainda mais entusiasmado).

Mas vamos à maratona.

O que antecedeu a maratona:
Dormi bem, acordei bem e tomei um belo pequeno-almoço: cevada (uma grande malga), pão branco com mel (comi mais que o normal sem ficar enfartado). O meu intestino é um relógio e ontem estava certinho… O plano preparado na véspera foi executado quase automaticamente, sem qualquer stress. À saída de casa levava comigo bebida energética e água, para hidratar antes da partida. Tinha um encontro marcado para as 8h, com um primo meu e um colega (eles correriam os 14Km), junto ao Parque da Cidade. Enquanto os esperava, ainda troquei umas palavras com o Mark Velhote, que me pareceu mentalmente forte e descontraído q.b.. Entretanto, o meu primo tinha-se deixado dormir, mas como estava com tempo, nem isso me stressou… Lá apanhei o autocarro e fui para a partida. Foram muitos os bloggers com quem me fui cruzando, cumprimentando, sempre contente por os rever… mas o meu foco já era a maratona. Fiz as “devidas necessidades” e ainda reencontrei um companheiro de parte da Maratona Carlos Lopes de Maio passado, com quem revivi alguns dos momentos que passámos. No meio disto tudo, quando se aproximou o momento de partida, optei por estar mais perto dos companheiros bloggers do que sozinho, mas também não combinei nenhuma estratégia com ninguém, nem era a minha intenção, porque queria estar muito atento ao meu corpo… seria ele a ditar o ritmo a que iria.

Partida…

A maratona:
O primeiro quilómetro foi lento devido a subida mais acentuada da corrida e porque tive que serpentear por entre alguns corredores mais lentos que tinham partido à minha frente. Nada de problemático porque a Avenida da Boavista rapidamente me colocou a um ritmo próximo dos 4.35/Km. Nesta altura comecei a ter um companheiro blogger por perto, o Ricardo (ora um pouco à frente, ora um pouco atrás). Acrescentámos mais algumas impressões sobre as nossas pretensões (já tínhamos conversado antes de partirmos), que estavam entre as 3:30 e as 3:45.Disse-lhe que ele ia ser uma referência para mim, mas a minha intenção era não seguir outros corredores… apenas o meu corpo. E foi depois do Km 6 que o meu corpo me disse que tinha a bexiga cheiinha. Ora bolas! Lá teve de ser, mesmo depois de ter tido o cuidado de a esvaziar antes da partida!!! Não tive dúvidas, valia mais agora que mais tarde porque ainda estava a aquecer… O tempo que perdi, afastou-me do Ricardo até ao fim. Acho que ele nem se apercebeu da minha paragem porque no retorno do edifício transparente ele pareceu ficar surpreendido com o meu atraso. Nada de mais, só tinha que gerir o esforço (pensava para comigo) e não me precipitar em tentar voltar a alcançar o Ricardo. Segui o meu percurso solitário, mas ao Km 10 tinha o meu amigo André à minha espera (de bicicleta), que me daria todo o apoio de que necessitava…
Passei pelos 10 Km com cerca de 48:30h, mas sempre confortável. Depois do Passeio Alegre, e já na companhia do André, passou por mim cerca de 15 corredores (em grupo) que me convidaram a seguir o ritmo deles, que era de 5min/Km. Ainda apanhei boleia por um par de quilómetros, mas, voltou a assolar-me o pensamento da gestão do esforço… e segui o meu ritmo. Ainda demorou bastante tempo a perder de vista este grupo, praticamente só no retorno da Afurada… mas eu ia ao meu ritmo.

A ponte Dom Luís tinha um dos pontos mais excitantes da corrida. Tratava-se de um sítio em que o público poderia acompanhar os amigos e familiares em vários momentos da corrida: aproximadamente aos 14 km, para quem ia para a Afurada; aos 25Km para quem já estava a caminho da Ponte do Freixo; e aos 32 para quem seguiria pelo túnel da Ribeira em direcção à meta. Ora, a festa era enorme, com muito apoio, muita força dada pelos espanhóis que não olhavam a nacionalidades… era claro que eles percebiam que o que eles nos estavam a dar significava muito para nós. Para mim, foi sempre bom passar por este local.

Nesta altura a alimentação à base de gel continuava a seguir o esquema que tinha predefinido (90 a 180 Kcal por cada 5 Km). O meu amigo André passava-me o gel, dava-me bebida energética e fazia-me companhia…

Antes da meia maratona concentrei-me nos companheiros bloggers que seguiam à minha frente, que já vinham da Afurada e aos quais tentei dar um palavra de incentivo. O Ricardo, a minha referência, lá ia ligeiramente à minha frente. À meia maratona tinha aproximadamente 1:45h. Estava com um ritmo melhor do que o que esperava… mas estava bastante confortável. A tentação de manter o ritmo de 5min/km assolou-me, mas o pensamento que mais tinha treinado era o da gestão do esforço… e assim fiz, contive-me e um pouco acima desse ritmo e segui para o Freixo. Continuava confortável, mas com o aproximar dos 30 Km perscrutava o meu corpo à procura de “um sinal”. Sento várias pequenas dores e desconfortos na fase inicial, mas tudo tinha desaparecido pouco tempo depois. Continuava confortável. No retorno do Freixo, tinha o António Almeida mesmo atrás de mim. Já tinha dado conta dele ligeiramente atrás nos outros retornos, mas a qualquer momento ele estava ao meu lado. O meu ritmo era um pouco superior aos 5min/km e com o António Almeida chegava aos 29Km. Comecei a achar que “o sinal” estava por aparecer… e decidi seguir o ritmo do António Almeida (não fiz o que tinha previsto, pois tinha planeado abdicar da gestão de esforço aos 30Km se me sentisse forte, mas estava a fazê-lo 1 Km antes).

Entrei nos 30Km com pouco mais de 2:30h. Eram os 30Km mais rápidos que tinha feito. Nunca um treino de 30Km demorou menos que 2:35h, tão pouco nas 2 anteriores maratonas tinha alcançado esse tempo nesta fase da corrida. Mas o melhor, era a força com que me sentia. Ainda me questionei se teria sido a alimentação (até aos 30Km consumi cerca de 600kcal de gel), da chuvinha refrescante (?) … rapidamente voltei para a prova e deixei as explicações. Já próximo do túnel da Ribeira sinto o Almeida com um ligeiro abrandar, mas eu continua confortável. Acabei por me deixar levar pelo meu ritmo até ser alcançado por dois maratonistas que vinham num bom ritmo e que decidi seguir. Não troquei uma palavra com eles, nem era necessário, estávamos ali para o mesmo e juntos conseguíamos mais. Foram a minha companhia num ritmo que iria cair aproximada- mente nas 3:32h, mas aos 37,5Km comecei a sentir-me a fraquejar. Deixei seguir estes dois companheiros e fui ficando para trás deles. É certo que nunca foi muito difícil, afinal de contas já estava em plena Rua do Brasil, bem próximo do ponto de encontro com a minha família, no edifício transparente. Fui-me distraindo com essa ideia, não forcei muito, mas já não segui o ritmo forte com que estive nos quilómetros anteriores. Depois do reconfortante encontro com a minha mulher e filho, deixei de ter foco mental e tentei reatar um ritmo forte, mas já não deu para grande coisa. Foi a altura em que mais senti o André a tentar apoiar-me, mas eu estava noutro mundo… (obrigado para ele). Controlei o tempo aos 40Km e aos 41Km e estava convencido que baixava das 3:35h … mas isto são 42Km e...195m e nem sprintei…

3:35:08 foi excelente para mim… Mas, acima de tudo, esta foi a maratona que me deu mais prazer, foi a maratona em que senti ter a corrida controlada, ou melhor, em que aprendi que é possível ter esta corrida minimamente controlada. Há desafios que tenho na minha vida que passam por ter confiança em enfrentar esta distância.

Hoje já tenho essa confiança.

domingo, 8 de novembro de 2009

03:35:08


Está concluída mais uma maratona, com o meu melhor tempo das 3 que já acabei, tendo ganho cerca de 14 min à marca de Maio passado na Maratona Carlos Lopes.

Na minha antevisão, achava que o tempo de 3:40 seria bom, havendo um desejo de conseguir baixar das 3:30. Situação que achava pouco provável, dado uma série de condicionantes. A principal era a crença de que estou em menor forma que em Maio, tendo, por exemplo, falhado o teste para esta maratona, na meia maratona SportZone (tempo superior a 1:40), quando em Abril tinha feito a meia maratona Cego de Maio na casa da 1:36… Para além disto, na penúltima semana estive constipado, o que antecipou o descanso em 8 dias.

Mas, o que mais queria desta Maratona, 1 ano e ½ depois de me ter iniciado na corrida, era acabar com a sensação de que já domino a distância. É certo que há quem defenda que esta distância nunca se domina (eu tenho no meu programa um dia desistir de uma maratona), mas, para mim, dominá-la era chegar ao fim sem a sensação de ter sofrido imenso para a acabar (situação que aconteceu nas duas primeiras). Assim, no meu ponto de vista, era importante ter duas meias maratonas equilibradas em termos de desempenho. E assim foi: hoje fiz a 1ª meia-maratona em 1:45h e a segunda em 1:50h… A quebra foi ao Km 37,5… ao contrário das outras vezes que foi antes dos 30Km. E desta vez, a quebra, não chegou a derrear-me completamente, tendo conseguido manter um ritmo sem nunca chegar aos 6min/Km e em que ganhava mais lugares do que os que perdia… havia muito mais gente a passar bem pior do que eu.

Estou satisfeito, apesar de não ter alcançado o objectivo que tinha estabelecido para este ano de 2009 (tempo da maratona abaixo das 3:30h).

Para este resultado acho que houve vários factores favoráveis:
1 – Alimentação. Depois do final das minhas férias de Agosto resolvi riscar da minha dieta os doces e as gorduras. Acabei por perder 4 quilos: antes de começar a Maratona Carlos Lopes, depois dos reforços de massa da véspera, pesava 76,6Kg. Hoje de manhã, também depois dos reforços, pesava 72,8Kg;
2 – Treino de base. Em Agosto e Setembro não fiz séries nem treinos de intensidade (excepto nas provas em que participei… triatlos de Setembro). Só em Outubro recomecei as séries). Foram meses de treinos longos… que procurei fazer em ritmo de endurance, aumentando a intensidade nos quilómetros finais;
3 – Descanso antes da prova. Um bocado forçado na penúltima semana antes da maratona devido à constipação, mas nos 3 últimos dias só fiz 4Km, ontem de manhã – este descanso pareceu-me relevante, por exemplo, para chegar à meia-maratona com 1:45h, bastante confortável;
4 – Hidratação… diária. Há um hábito que adquiri nos últimos meses que vou tentar preservar. Chá. Bebo todos os dias chá. Faço aproximadamente um litro e vou bebendo ao longo do dia, à noite. Assim, é mais agradável estar a beber "água" ao longo do dia, juntando-lhe a água que costumo beber, por exemplo, durante ou depois dos treinos, acredito que beba quase todos os dias pelo menos 2 lts de água – para além disso, também abandonei o vinho :) (costumava beber um copo ao jantar);
5 – A alimentação durante a prova. Optei por ingerir o gel (de absorção lenta) que tenho consumido em provas de BTT, triatlo, treinos e com o qual me tenho sentido bem. Disciplinadamente, consumi 90 a 180kcal por cada 5Km, até aos 25Km. Depois disto, acabou e só tinha gel de absorção rápida, que optei por não tomar (nunca me dei muito bem com ele e estava com a sensação de que o que meteria para dentro vinha cá para fora…);
6 – O tempo que se fez sentir hoje. A chuvinha refrescante e o vento que não apareceu, ajudou e muito. Antes de partir, pensava que era um dia idêntico (talvez melhor) que o dia em que tinha corrido a meia maratona Manuela Machado (Janeiro de 2009), onde consegui a minha melhor marca na meia-maratona;
7 – O apoio durante a prova. Pedi a um amigo meu (André) para me acompanhar de bicicleta (é o desporto que ele anda a praticar), fornecendo-me o gel e bebida energética sempre que eu precisava. Nem precisei muito, porque não cheguei a sentir sede (o tempo que se fez sentir, ajudou), mas foi uma presença constante, dedicada a mim… e isso significou mesmo muito. O meu grande obrigado para ele.

Para este resultado acho que houve vários factores perturbadores:
1 – O período que vivo em termos profissionais desde o final das férias tem sido de grande intensidade… há stress associado, muitas viagens pelo país e como agora sou Profissional Liberal tenho que dar-lhe bem porque em Dezembro quero estar de férias, concentrado no novo membro da família que está a chegar. Apesar desta parte da minha vida profissional estar a correr bem, é difícil depois das 22:30h ir treinar… Mas assim fui fazendo, acumulando stress com treinos, o que tem sido dose;
2 – A maratona não foi o meu foco principal até ao dia 4 de Outubro. Até aí, pensei mais nas provas de triatlo que na maratona. Quero investir no triatlo e nunca deixei de treinar natação e ciclismo, tendo inclusivamente sido necessário investir fortemente na natação para recuperar a paragem (na natação) de Agosto… acho que vai continuar a ser assim.

Para já, como balanço do dia de hoje, ele deu-me segurança quanto à expectativa de poder baixar das 3:30h no próximo ano. No entanto, ainda não sei se vou fazer 1 ou 2 maratonas… aguardo o calendário de triatlo para decidir a minha agenda. Para já vou fazer uma maratona de BTT dentro de 15 dias, em jeito de treino mesmo, e tentar melhorar os tempos dos 10 Km na Volta a Paranhos e nas São Silvestres… com o olho na próxima época de triatlo.

Ah… para acabar… GRANDES tempos para os meus parceiros bloggers… Parabéns para eles: António (grande melhoria na marca), Miguel (à beirinha do objectivo), Meixedo (no seu melhor), Velhote (extraordinária estreia), Capela (sempre a melhorar), Ricardo (foi a minha referência e saiu-se muito bem na viagem ao continente), Fernando (ao nível do que nos tem habituado), Mota (este homem é impressionante), João (sempre bem... venha lá esse blog ), Nuno K (mais uma!) … e o Brito e a Otília (bons tempos). Se me esqueci de alguém, peço desculpa.

Abraços para todos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ei-la

Cerca de um ano e meio depois de me ter iniciado na corrida, enfrento agora a 6ª Edição da Maratona do Porto.

Há uma série de aprendizagens que espero ter bem integradas no próximo Domingo. Aliás, no dia da prova, o que é decisivo é isso mesmo: o que sabemos/aprendemos sobre a maratona e a forma como a nossa mente utiliza esse saber… o treino, esse, já foi feito e nada mais há a fazer.

No próximo Domingo vou tentar partir chamando-me à atenção de que ainda sou pouco rodado para andar nestas coisas de maratonas… logo, tenho que ser comedido nas ambições.

Se sou pouco rodado para fazer esta maratona, menos ainda era nas outras duas (5ª Maratona do Porto e 4ª Golden Marathon Carlos Lopes).

Dessas duas experiências, tem-me assolado a constatação da dificuldade que tive nos últimos quilómetros. Na 5ª Maratona do Porto, fiz a 1ª meia maratona em 1:56h e a 2ª meia maratona em 2:12 (tempo total: 4:08). Na 4ª Golden Marathon Carlos Lopes, fiz a 1ª meia maratona em 1:46h e a 2ª meia maratona em 2:03 (tempo total: 3:49). Ora, a progressão poderia continuar com uma primeira meia maratona mais forte que a segunda... No entanto, desta vez vou tentar aumentar o equilíbrio no desempenho nas duas meias maratonas. O que mais tenho lido nos posts dos companheiros da blogosfera é que devemos ser mentalmente comedidos nos primeiros 30 Km, para estarmos fortes nos últimos 12… Tenho que ser capaz de fazer isto. Há cerca de 15 dias atrás, na meia maratona Sport Zone não fui capaz de gerir esse esforço, mas acho que foi esse o momento da constatação de que tenho que ser capaz de fazer a primeira meia maratona mais lento.

Outra constatação, por muito óbvia que seja (a mente é mesmo assim), é a de que os tempos a que aspiramos e que realizamos são resultado directo do treino que fazemos. É claro que isto é o que vem em todas as revistas ou livros da especialidade,mas dito assim até parece uma grande conclusão :). Eu, com os meus 475Km desde Agosto, não posso aspirar a tempos semelhantes aos de quem fez 600Km, 700Km, 900Km… Nem o facto de acumular horas e quilómetros de natação e bicicleta me pode colocar num patamar que não seja o de alguma parcimónia. É certo que gostava de fazer um tempo abaixo das 3:30h, mas não tenho treinos para tal. Vou tentar decidir o tempo que vou tentar fazer com o avançar do tempo, procurando avaliar-me ao fim dos 10 Km, dos 15Km, dos 21Km, dos 25Km e dos 30Km. Vou partir a pensar no ritmo dos 5min/Km, mas não vou querer forçar e abrando se me sentir a ultrapassar o que posso. Se chegar ao fim da 1ª meia maratona com 1:50h, poderei aspirar às 3:40h… mas só será possível se chegar aos 30Km capaz de fazer 12Km em ritmo próximo dos 5:15min/km. Acima disto, ainda fico contente se melhorar o meu tempo de Lisboa (3:49:21). Só fico triste se tiver que desistir :).

Parece-me que nunca estive tão capaz de correr a distância como estou agora, porque fiz mais treinos longos e com mais comodidade. No entanto, a minha forma é menor do que em Maio passado. Tenho menos treinos de intensidade e menos séries. Para além de tudo isto, não posso esquecer que são as experiências que procuro. Não tenho grandes objectivos para além de ir melhorando as marcas… pelo menos para já.

Assim, espero ter o prazer do momento de acabar mais uma maratona, do prazer de me cruzar e incentivar os amigos da blogosfera, dos dois dedos de conversa no final… e chegar a casa com aquela euforia de quem ainda está sob efeito do feito…

domingo, 6 de setembro de 2009

Grande treino, concluído com a Corrida do Homem e da Mulher…

Dá-me sempre um grande prazer, que nem sei explicar muito bem, correr no meio de corredores populares, ouvir as bocas que mandam uns aos outros, desafiar-me a tentar acompanhar o ritmo de um que vai mais rápido, ver os sorrisos, os cumprimentos efusivos e, no final, a satisfação escondida nos rostos do sofrimento realizado…

Assim, não consegui deixar de me inscrever na Corrida do Homem e da Mulher (Edição 1). No entanto, estou numa fase em que quero investir numa boa base de corrida, bicicleta e natação. O objectivo é a longo prazo e tento disciplinar-me o melhor que posso para colher os frutos mais tarde.


A ideia era fazer um treino longo de bicicleta, seguindo para a Corrida do Homem e da Mulher. Alguma preguiça ao acordar fez com que apenas às 8:08 estivesse a sair de bicicleta, junto à rotunda de Matosinhos. Nesta altura achava que não poderia fazer sequer 60Km porque teria de sair por volta das 10 horas daquele mesmo sítio em direcção a Leça, onde começava a corrida. Talvez tenha sido este pensamento que tenha feito com que tivesse andado um pouco mais depressa, sem nunca chegar ao esforço que normalmente imponho em provas, o certo é que ao fim de 30 Km eram 9:06. Nesta altura decidi que chegaria aos 60Km e seguiria para Leça. Assim foi, às 10:03 estava a chegar ao carro, coloquei a bicicleta no suporte, coloquei o cadeado e vesti a T-shirt oficial da corrida, onde tinha colocado previamente o dorsal. A transição acabou por ser lenta e às 10:07 estava a sair em direcção à Brito Capelo. Era altura de me alimentar e seguir num ritmo razoável. Às 10:25 já estava no local de partida e para não arrefecer lá dei mais umas corridinhas de um lado para o outro (ainda encontrei um velho amigo... o Moreirinhas, a entrar agora neste mundo). Terei feito aproximadamente 4,5Km até ao início da Corrida do Homem e da Mulher. Depois da partida, foi deixar-me levar. O ritmo era em torno dos 5 min/Km e começava a sentir muito o cansaço. No último Km tive a companhia do Mark Velhote, que estava a passar por mim, que está em preparação para a Maratona do Porto e tem um ritmo bem à frente do meu. Acabei por fazer este último Km um pouco mais rápido, o que foi muito bom - excelente forma de acabar o treino (muito boa companhia o Velhote).

No final eram 11:06, tendo estado quase 3 horas a treinar e a Corrida do Homem e da Mulher deu um tempo de 34:14 min. no meu cronómetro. O treino de bicicleta foi feito a um ritmo superior a 30 Km/h e o de corrida inferior a 5min/Km, o que me deixou bem contente.

domingo, 12 de julho de 2009

Hoje foi o dia da Meia maratona de Matosinhos.

Foi a primeira vez que fiz esta prova e achei mais dura do que estava a contar inicialmente. Fui sem grandes expectativas, com o pensamento de fazer um treino mais puxado que o normal, numa ambiente de corrida popular, como é do meu gosto.

Ia comigo o meu primo Ricardo, que tem andado a treinar como deve ser (!!!!), mas separamo-nos logo na fase inicial na confusão da partida. Quando nos cruzámos em Leça da Palmeira apercebi-me que ele ia num ritmo muito bom. Ainda pensei em aguardar por ele, mas (é nisto que acredito:) cada um com o seu prazer… e segui a minha corrida.

Acabei com o tempo de 01:43:22, no lugar 389º de 634 atletas que concluíram esta prova.

Comecei bem, a um ritmo forte e já depois da primeira passagem pela meta encontrei o João Meixedo. Como ele tinha GPS disse que íamos a um ritmo de 4:25min/Km, o que para mim era exagerado… Pensei em segui-lo, mas pouco depois acabei por me deixar levar num ritmo mais lento porque o corpo estava a começar a pedir. Aos 10km estava com 46min. e pensei que era a altura de optar entre fazer uma prova para um bom tempo ou, apenas, para um treino mais duro. Optei pela segunda possibilidade, porque (1) não tenho feito treinos para este tipo de distâncias e (2) era mais confortável :).

Segui “o ritmo do meu cansaço”, sem forçar muito. Aos 15Km estava com 01:12h e ainda pensei em correr um pouco mais rápido para descer abaixo de 01:40h, mas não me saiu... Quando cheguei ao final, lá veio o prazer de sempre… Como gosto destas sensações…

Ainda encontrei e cumprimentei, por fim, os companheiros da blogosfera: Meixedo (que tinha conhecido na fase inicial da corrida) Capelas, Velhote (com quem também troquei um comprimento efusivo num dos cruzamentos de atletas) … ficou a faltar o Miguel
Gostei muito da curta conversa que tive com eles (falei mais com o Velhote)… ao certo voltaremos a conversar, até porque há interesses comuns (um grande abraço para eles e para os outros companheiros da blogosfera com quem espero continuar a privar durante muitos e muitos anos).

O meu primo Ricardo acabou por fazer um excelente tempo (aproximadamente 01:47h), tendo em consideração que era a sua 2ª meia maratona (fez a da Sport Zone há quase um ano) e também não tem feito treinos muito longos…
Parece-me que ele está pronto para fazer uns treininhos longos e até pode ser que vá à grande festa do atletismo cá do Norte (Maratona do Porto)…

Uma última nota para a animação que havia por Matosinhos... nalguns locais foi muito agradável o apoio do público... gostei muito desta prova.

Abraços para todos.

Rui


domingo, 28 de junho de 2009

10ª Corrida Festas da Cidade do Porto


Tal como estava previsto, hoje de manhã lancei-me à 10ª corrida Festas da Cidade do Porto, feita com a parceria do meu primo Ricardo. Ontem à noite pensei em não ir, hoje de manhã também. Quando fui do local onde estacionei a minha viatura até à partida, feito a pé com uma corrida muito ligeira, pensei outra vez em desistir. Depois de alongar voltei a ter este pensamento. Aos 5 Km, como passávamos pelo local da meta, ainda pensei uma outra vez em desistir. Mas não desisti, fui até ao fim, num ritmo lento é verdade, numa lógica de treino de recuperação… e acabei. Foi preciso 01:24:03 para ficar no 1028º lugar, mas sinto que bem mereço a medalha. Depois da Volta aos Mecos, da luta taco a taco com a vontade de desistir, só podia mesmo estar satisfeito.

Pretendia aproveitar este fim-de-semana, com a família fora, para me dedicar a treinos de acumulação de quilómetros de bicicleta, tentando aliar-lhe a dureza, com uma corrida. Pensei em fazer um treino longo de bicicleta de estrada com uma meia maratona no final, mas como gosto de participar nestes eventos, e estavam estas duas provas agendadas, lá fui. Está feito, sem grandes mazelas, até porque, depois desta corrida, sinto-me a recuperar bem do esforço de ontem.

Para o meu primo Ricardo, os parabéns por ter melhorado o tempo do ano anterior em mais de 10min., aproximando-se da 1:15H… Ainda tentei segui-lo… mas não dava.

domingo, 14 de junho de 2009

X Famalicão - Joane

Foi há quase um ano atrás que tive a minha primeira participação num prova popular. Foi no dia 22 de Junho que fiz a Corrida Festas da Cidade do Porto. Dentro de 15 dias lá estarei para experimentar pela segunda vez as sensações dos 15 Km.

Mas foi hoje que participei pela segunda vez numa prova, neste caso, a Famalicão - Joane, que em 2008 se realizou em Setembro (na altura a IX edição). Fiz então um tempo inferior a 1 hora, que era o meu objectivo, mas desta vez aspirava a fazer menos que 55 min. Sou capaz de mais, mas estou numa fase de dedicação ao endurance, para ganhar quilómetros e condicionar o corpo a correr, correr e correr... (e estou a fazer o mesmo com o ciclismo e com a natação)...

Acabei em 342º, com um tempo (pelo meu cronómetro) de 00:55:29...

O dia até estava propício para uma corrida, o sol não pesava nos nossos corpos e uma ligeira brisa, salpicada por um gotícula ou outra era ideal para ajudar à festa das corridas. Parecia haver menos gente que no ano passado e a animação era menor... Não houve o desafio colocado à população em 2008, de um concurso de disfarces com direito a prémio no final, e a prova de bicicleta era depois da corrida. Cheguei a pensar que este ano não haveria a adesão de público que me tinha impressionado na primeira viagem a esta prova. Mas não... lá estava o povo, em Famalicão, Vermoim, Joane e nas diversas povoações por onde passámos. Vestimenta domingueira, com mais palmas ou menos palmas, mais gritaria ou posturas mais sisudas, lá estava o povo deste concelho dedicado a ver-nos passar... E não arredavam pé, pois, já quando voltava para o Porto, mais de 1 hora depois de ter concluído a minha prova, lá estava o público a apoiar, desta feita, os ciclistas...

Quanto à corrida, como referi, estou dedicado ao endurance e hoje foi um dia de endurance mais rápido... Comecei com um ritmo em que nunca estive no limite, mantive um ritmo sem ir ao limite e só nos últimos 2 Km puxei um pouco mais por mim, para acabar estoirado. O importante mesmo era sentir-me bem, o que aconteceu... a sensação de bem estar no final de uma prova está cá sempre.

No próximo mês tenho que fazer umas séries (natação, ciclismo e corrida) uma vez que estou para me estrear na distância olímpica do triatlo...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Gold Marathon Carlos Lopes 2

Boas…

Cá estou no dia seguinte da minha 2ª maratona, a 5ª Gold Marathon Carlos Lopes… O que mais tenho ouvido por estes dias é que “esta maratona tem condições para ter muito mais sucesso” … de facto concordo e o que há a melhorar é muito mais simples do que possa parecer. Ponto de partida: não se pode ser indiferente aos atletas que querem preparar e participar num evento destes (apesar do Carlos Lopes – e a Rosa Mota – fazerem a parte deles ao apoiarem de forma convicta todos os participantes no decorrer do evento).
As minhas sugestões:
  1. É imprescindível que o site tenha informação actualizada e fidedigna (pelo menos desde 9 meses antes da realização do evento) uma vez que é o principal meio de acesso a esta informação, nomeadamente os eventuais participantes estrangeiros (devendo haver alguém a responder rapidamente a todos os contactos via e-mail);
  2. Provas simultâneas à maratona (idealmente uma Meia-maratona e caminhada) que mobilizem a população e a cidade para o evento;
  3. Deve ser dado o apoio básico no dia do evento, isto é:
  • (a) transportes (que inclui a coordenação entre transportes públicos e o evento ou a adaptação do evento aos horários dos transportes públicos - ver relato abaixo);
  • (b) abastecimentos (sólidos e líquidos) cada 5 Km na 1ª Meia-maratona e cada 2,5 Km na 2ª Meia-maratona;
  • (c) orientações/informações para os participantes em prova, com a marcação cuidada da quilometragem e dos locais de abastecimento/wc.

Atenção que o Carlos Lopes, a Rosa Mota a Aurora Cunha e outros/as merecem tudo, pelo que fizeram por todos nós e pelo que fazem pelos que se aventuram nesta e noutras maratonas.

Se é verdade que esta maratona poderia ter muito mais gente, também é verdade que com tão pouca gente teve características únicas. Nunca participei numa grande maratona internacional (antes desta, a minha única maratona tinha sido a 5ª Maratona do Porto, que teve cerca de 800 atletas no final, em que mais de 50% eram estrangeiros), mas já estive no meio de eventos com grandes massas de pessoas, como foi o caso da recente Meia-maratona da Ponte 25 de Abril (2009), que teve cerca de 35.000 participantes, ou da corrida do dia do pai (no Porto) com cerca de 15.000… De facto, comparando a maratona Carlos Lopes com estes eventos, mais parecíamos um grupo de amigos que se tinham juntado para fazer uma maratona, em que o percurso estava com o trânsito cortado, bem policiado e em que ainda estávamos combinados com alguns parceiros de corrida e familiares que nos foram ver/acompanhar/apoiar… Pareceu-me tanto uma maratona de um grupo de amigos, que o facto de ninguém (residentes e turistas) parecer saber da sua realização, tal foi a insignificância da divulgação, parecia deixar toda a gente surpreendida com o grupo de “maluquinhos que tinham conseguido cortar o transito para fazer uma corrida”… Ao ponto de ser fácil para nós, maratonistas, ver os olhares de surpresa-questionamento-indiferença (dos residentes) ou de surpresa-questionamento-apoio (dos turistas)… Estas circunstâncias pareceram-me ter criado condições únicas para esta maratona/experiência… A minha história de corridas é curta, mas houve algo de pouco provável que eu vivi neste evento. Conversei com muitos parceiros maratonistas, percorri zonas desertas de transeuntes e automóveis num Domingo de manhã em Lisboa, atravessei a baixa com os “tais” olhares surpreendidos e, no meio disto tudo, o maior grupo de apoiantes que encontrei foi os dos R4F (organizados no apoio aos diversos participantes) e o meu grupo de apoiantes que incluiu a minha mulher, filho, cunhada Filomena e respectivo Pedro… na meta, ainda lá estavam a prima Ana, o respectivo (outro) Pedro e a Ana Rita (filha)… apetece dizer “e esta humm!”


Mas vamos lá tentar o relato do meu ponto de vista maratonista:

Como tenho família em Lisboa, tinha combinado há muito este fim-de-semana. Na véspera dediquei-me ao convívio e à alimentação (acabei por conversar um pouco com o Pedro sobre as questões da alimentação – ele também tem a sua pancada pelo desporto – e, mesmo sendo eu iniciado, havia convergência entre as ideias dele e as minhas intenções/informações recolhidas). Antes disto tudo, pela manhã, fui levantar o dorsal onde fui informado da existência de um autocarro do Casino de Lisboa para o Casino do Estoril às 7 horas da manhã. No entanto, disse que iria de metro/comboio, tendo confirmado que poderia utilizar os transportes públicos com o dorsal...

Nesse dia deitei-me próximo da meia-noite (os mais novos da família tinham-se juntado lá em casa e houve brincadeira até mais tarde). Dormi bem e acordei por volta das 6:15h … depois de pequeno-almoço tomado, tal como estava programado, saí de casa com um t-shirt por cima da roupa de corrida (que seria para deitar fora depois do início da maratona) e um saco de plástico de tamanho gigante, com orifícios que o tornavam uma espécie de impermeável para utilizar caso chovesse nos meus percursos a pé até a corrida … também seria para me ver livre dele (nunca chegou a ser necessário). Apanhei o metro na Pontinha e tive que trocar na Baixa-Chiado. Não via ninguém com aspecto de participante numa maratona ou eventos associados (Bike tour e 5Km de corrida). No percurso até ao Cais do Sodré lá vislumbrei outros atletas. Algum receio que tinha de me ter informado pouco sobre o transporte para o Estoril estava dissipado… “Afinal estava orientado”, pensei… Chegado ao Cais do Sodré, como não era de Lisboa, optei por seguir os outros… e foi aí que estranhei os primeiros olhares de desilusão na consulta dos ecrãs que forneciam as informações sobre os comboios. Outro grupo perguntou ao segurança com respostas acompanhadas com reacções “estranhas”. Meti-me na conversa e a razão aí estava: só tínhamos comboio às 8 horas (eram 7:40) e este chegaria ao Estoril às 8:29 (o início da Maratona estava marcado para as 8:30). Colocámos a possibilidade de ir de táxi mas era incerto se o trânsito estava cortado e ninguém tinha dinheiro. O “pensamento” reconfortante foi o de que poderia haver um ligeiro atraso na partida… e tudo correria bem. O grupo que constituímos era eu, dois boxeurs (que não sei o nome) e o Rodrigo (que foi fazer os 5 Km). Conversámos um pouco e rapidamente estava na hora do comboio. Mantivemo-nos juntos e a viagem pareceu ser feita num ápice. De repente estávamos quase no Estoril e foi mesmo no comboio que fizemos os alongamentos a toda a rapidez (pensei que o pior era stressar… e tentei manter-me calmo). Chegado o comboio, ao longe avistamos o pórtico da largada e “pumm”… partida dada… subimos o Avenida Aida em passo de corrida, pelo passeio, cruzámo-nos com todos os participantes e rapidamente os assistentes da partida desmobilizavam quando a Rosa Mota nos avistou e pediu para esperarem. Assim foi, com o forte aplauso da Rosa Mota e do Carlos Lopes que iniciámos a maratona (os quatro do grupo que vínhamos juntos no comboio e um quinto elemento que vinha numa carruagem diferente da nossa). Eu, Rui Pena, fui mesmo o último a partir, cerca de 2 minutos depois de ter sido dada a partida (fiquei com a ideia que não houve leitura do chip porque a máquina estaria ligada… pelo menos o característico “piiiii” não se ouviu).

O início foi lento, muito lento mesmo, porque o importante era entrarmos na corrida. Mantive-me junto aos parceiros da viagem de comboio durante os primeiros momentos e depois aumentei um pouco o ritmo e fiquei apenas na companhia do Rodrigo até aos 5 Km – foi o meu primeiro parceiro de conversa em corrida (foi aqui que soube o nome dele – grande abraço se vieres a ler isto…). Quanto aos boxeurs, despedi-me deles dizendo que se calhar ainda me apanhavam lá mais à frente. E assim foi.Os primeiros quilómetros estavam sinalizados e fui percebendo que corria ligeiramente acima dos 5 min./Km. Era a companhia e a conversa que me arrastava para um ritmo ligeiramente lento (no meu plano teria que fazer 4:45 na primeira Meia-maratona). Procurei o meu ritmo, confortável e decidido. Não havia mais marcações da quilometragem! Estaria distraído? Olhava para trás e para a frente aos 30 min., aos 35 min. … procurava uma referência na quilometragem, mas nada. Mais um companheiro de corrida e conversa sobre tempos a que aspirávamos. Este acelerou para me alcançar… e depois outro… este segundo tinha GPS e disse estarmos com uma média por volta dos 5 min.. Eu tinha a sensação que ia mais lento que isso e tinha começado 2 minutos depois dele… Acabei por ter um acesso de lucidez e pensei que a conversa se estava a sobrepor ao ritmo e concentração que queria ter… Desejei boa prova e aumentei um pouco o ritmo… Houve um período em que conversei menos para não ficar retido. Foi passado um bocado que acabei por ficar ao ritmo de dois colegas “mais experientes”, um deles com mais de 20 maratonas e 64 anos… Falava muito… mas iam para as 3:30 – 3:40… O ritmo deles era bom para mim e deixei-me ficar com eles. À Meia-maratona tinha 1:46h, acima do que eu esperava, mas já começava a sentir que não podia aumentar o ritmo porque ainda faltava outro tanto. Aos 25 Km tinha 2:05h, mantinha-me com o mesmo grupo, agora acompanhados por dois runners que estavam a fazer a sua corridinha matinal numa parte do percurso da maratona. Pensei que o ritmo deles era mais forte do que o meu e estava a pensar deixar-me ir ao meu ritmo.

Fui religioso nos abastecimentos líquidos (todos os 5 Km, só água) e na alimentação de sólidos (barras energéticas e gel que trazia comigo, em pequenas porções antes dos líquidos). Aos 25 Km avisto o primeiro grupo de apoiantes minimamente organizados. Era a Beta (minha companheira de vida), o meu filho Xande, a Filomena e o Pedro, que passavam por uma autêntica claque … Já tinha pensado neles, mas foi muito reconfortante vê-los.



Nessa altura pensei que até ali não tinha avistado outros apoiantes que não corredores que iam felicitando e incentivando quem estava na corrida… e um ou outro olhar que aguardava o avistamento do respectivo familiar-corredor. É claro que isto assim escrito pareceu solitário, mas houve a conversa entre corredores… e o percurso… No final da prova haveria de ser questionado sobre a beleza do percurso (?), mas era das conversas, dos rostos dos parceiros, dos transeuntes, dos momentos de concentração na passada que mais me lembrava. Engraçado que agora que escrevo tenho na memória, de forma muito clara e intensa várias paisagens que fui (percebo agora) registando intensamente com o mar, as praias, os jardins e edifícios de vários e diferentes momentos do percurso …

Depois dos 25Km tive que urinar … e larguei o meu grupo. Quando retomei a corrida achei que poderia voltar a alcança-los, mas comecei a ser alcançado por atletas que anteriormente tinha ultrapassado. Continuava sem ter as referências dos quilómetros e achei que estava em quebra. Estávamos na baixa e foi aqui que vimos algum apoio dos transeuntes (mais dos turistas, é claro)… Como ainda era cedo, comecei a pensar em poupar-me. Aos 30 Km tinha aproximadamente 2:38h e achava que estava a “passar pela parede dos 30 Km”. Procurei aumentar o ritmo e seguir uns parceiros. Ainda assim fui, mas a quebra a sério ainda estava para vir, por volta das 3 horas de corrida e não consegui recuperar mais. Havia uma bolha no pé direito que me incomodava. Antes da prova cheguei a pensar que poderia fazer 3:30, na Meia-maratona duvidei muito disso, agora sabia que não chegaria lá, mas também nunca foi algo que perturbasse as minhas passadas. O objectivo era chegar ao fim e, mesmo sem saber por quanto, ao certo faria melhor que da minha primeira vez… Não fazia contas, nem tinha cabeça para isso… Lá revi colegas com quem antes tinha conversado e que agora passavam por mim… voltavam os cumprimentos e os desejos de “boa prova”…

Tinha comigo uns comprimidos de açúcar que comecei a tomar nesta altura, por volta dos 35 Km (imaginava eu, porque nem a sinalização aparecia, nem o tempo, agora, me dava boas orientações). De repente, com meio comprimido de açúcar na boca, seca, seca, seca, vejo escrito no chão a spray branco “35 Km” e, logo a seguir, “ABST” … O meu pensamento foi que estavam a falhar os abastecimento dos 35 Km, “logo o dos 35 Km”… e eu com meio comprimido de açúcar na boca a sugar-me a saliva até às entranhas! Olhei para o fundo daquela longa recta para ver se avistava o abastecimento (outras vezes tinha acontecido ver a referência a spray no chão e este estar 100-200 metros mais à frente)… mas nada. Olhei para trás para ter a certeza de que não o tinha passado. Ainda por cima estava praticamente sozinho, sem ninguém atrás ou à frente. Deitei fora o resto do comprimido e roguei umas pragas… Esqueci… Segui caminho, como podia e com a firmeza que podia… Pouco depois, meio escondido numa curva, lá estava o abastecimento. Como ia lento… e havia “um abastecimento só para mim”, pedi “duas águas… uma com tampa por favor”… parecia que estava no café. Recebi as águas, agradeci, não me pediram nada em troca, bebi a primeira, guardei a segunda e segui a minha odisseia… Aproximava-me do Parque das Nações onde sabia que estaria novamente a minha família … só pensava nisso, não havia tempo, dores, bolhas na minha cabeça… era uma grande alegria poder voltar a vê-los agora que os momentos eram tão difíceis. Lá estavam, agora com a companhia da Ana, do (outro) Pedro e da pequena Ana Rita… De tão contente que estava nem me apercebi que estava num empedrado, terrível, que iria durar mais 4 Km. De facto nem sabia que eram mais 4 quilómetros. Tinha 3:22 horas de corrida e o meu pensamento era que teria que seguir até ao fundo e voltar… depois já estava. Do lado contrário procurava os meus conhecidos (companheiros das conversas iniciais que me tinham ultrapassado) … ao cruzar-me com eles lá me foram dizendo que tinha uma “rotunda mais à frente… e com abastecimento” e que “estava quase”. Lá fiz a rotunda e pouco depois avistava o pórtico da meta… Houve um novo ânimo, voltei a ver a marcação da quilometragem no chão (41 Km), não me recordo do tempo que levava, mas pensei que faria abaixo das 3:50… Segui firme porque sabia que teria a minha família à espera, ali na primeira linha do público, em posição absolutamente privilegiada para me verem e para eu sentir o seu animo, acabei a olhar para eles, feliz…


domingo, 10 de maio de 2009

Gold Marathon Carlos Lopes - 3:49:21

Já está feita a minha segunda maratona...

Fui a Lisboa na expectativa de fazer um pouco melhor, mas o objectivo principal foi alcançado: acabei. É certo que melhorei a minha marca da Maratona do Porto 2008 (1ª maratona que realizei), mas não era só esse o meu plano. Serve para uma grande experiência, em que a alimentação não é a desculpa (planeei e executei o que estava previsto). Há outras desculpas, mas importa assinalar o progresso e o meu bem sucedido regresso à pratica desportiva, praticamente há um ano atrás. Duas maratonas, esta abaixo das 3:50h.

Depois conto mais pormenores...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Corrida 1º de Maio

Cá vou andando a coleccionar corridas e a trabalhar para os objectivos de 2009. Foi com o intuito da colecção de corridas que me inscrevi na Corrida da CGTP-in deste nosso 1º de Maio.

Saí de casa sem saber a que horas seria a corrida e qual a distância a percorrer. Também nem sabia muito bem se iria fazer a corrida com força ou em ritmo de passeio. Acabou por andar no meio, deixei-me levar, mas o corpo , mais uma vez, quando tenho estes pensamentos, parecia corresponder às indecisões e indefinições da psique... No meio disto, como desconhecia o percurso (ouvi dizer que teria 8Km), foi com a prova a decorrer que percebi que era muito semelhante à São Silvestre do Porto, apenas ligeiramente mais curta. Acabou por me trazer a memória dessa prova tão prazenteira. No final, o meu cronómetro marcava 40:06 e fiquei um pouco desiludido com o tempo, mesmo tendo-me sentido mais fraco do que o habitual. Não é tempo que acho que devo fazer em 8Km... Cheguei a casa e lá medi no MapSource o percurso... 9km, o que mais se coadunava com o tempo feito/dureza do percurso.

Depois de amanhã vou alcançar o 1º objectivo do ano: experimentar uma Corrida de Montanha. É a subida à Sra. da Mó (Arouca)... Vou ter que o fazer em ritmo de treino porque estou a 8 dias da Maratona Carlos Lopes... já não me sai da cabeça...