segunda-feira, 5 de julho de 2010
The Daleside Auld Lang Syne Fell Race 2009.wmv
domingo, 4 de julho de 2010
Teste no XXII Grande Prémio de São Pedro

Fiz hoje o XXII Grande Prémio de São Pedro - Póvoa do Varzim...
domingo, 7 de março de 2010
XX Meia maratona Cego do Maio

- Pela primeira vez corri com pelo meu novo clube de corrida (SPORT CLUBE AMIGOS DA BAIONA) … é um clube criado por vários elementos da minha família, uma vez que temos relações com esta aldeia/lugarejo algures quando acaba o Alentejo e começa o Algarve… No caso, é natural da Baiona a avó materna dos meus dois filhos… é terra de que muito gosto.
Ver mapa maior
- Também gostei de apoiar e sentir o apoio e cumplicidade dos meus colegas de clube de triatlo (ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE SÃO MAMEDE) … a partir desta época estou ligado a este clube. Voltarei a este assunto em breve.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
20 Km de Cascais
Com um fim-de-semana em família, programado para Lisboa, tinha colocado de lado a minha participação nos 10 Km de Braga. Acabei por me inscrever nos 20Km de Cascais, mas nem era previsível a minha participação nesta prova porque a dinâmica familiar era prioritária… No entanto, acabaram por se conjugar condições favoráveis e aproveitei para conhecer um percurso com paisagens fantásticas… esta zona da costa até ao Guincho não faz parte dos sítios que mais tenho frequentado na vida… e até me apetecia esta experiência.Assim, na companhia de um primo, tive a minha estreia nos 20 Km de Cascais. Havia malta conhecida, mas muito pouca. Para além disso, foi tudo feito em grande correria (sair de casa, ir para o local da prova, levantar dorsais, correr, regressar… :P).
Para além disso, no que respeita a forma como encarei a prova, tenho percebido a necessidade de ganhar resistência e, também, de tentar reduzir o número de provas em que ando com os bofes de fora… Assim, fui para os 20 Km de Cascais fazer um treino progressivo.
Iniciei a prova num ritmo abaixo do que sou capaz. Regulei-me pela percepção de esforço, sendo que até ia a cerca de 4:45 min/km… Procurei manter-me num ritmo em que percepcionava controlo do meu esforço… A ideia era começar a aumentar o ritmo a partir dos 10Km e assim foi, mas sem andar na minha capacidade máxima. Isso acabou por acontecer já depois dos 15Km, aí sim, acabei por aproximar-me do meu esforço máximo, andando nesta altura num ritmo de 4:30 min/km. Nos últimos 500 mts tive que abrandar porque tive a famosa “dor de burro” (pela 1ª vez, desde que faço esta coisa das corridas). Gostei da corrida, da companhia do meu primo, de ter conhecido este percurso que voltarei a repetir. Gostei da organização e até o frio e o vento, que se fez sentir na zona do percurso mais encostado ao mar, me foram agradáveis… foi só boas sensações, provavelmente porque não andei em ritmos de sofrimento.
A chatice foi que, depois de concluir a corrida, me ressenti de uma dor no joelho e dos ligamentos do pé, do meu lado direito… Desde miúdo que a minha história de lesões está ligado a esta perna. Vou tentar baixar o ritmo e ver se isto não dá para o torto.
Apesar de não ser meu hábito, nem o sentido que quero dar a este blog, tenho que fazer uma referência ao vencedor destes 20 Km de Cascais… O triatleta João Silva é uma promessa do triatlo português, que no passado, enquanto júnior, teve grandes duelos com o grande dominador do triatlo internacional do ano de 2009 (Alistair Brownlee). Depois de um ano de pausa na sua progressão, parece ter carregado no Play… e este ano já se fartou e ganhar provas de estrada e foi o vencedor do duatlo das Lezírias no fim-de-semana passado. Espera-se o encontro dele com o Bruno Pais, para se perceber bem como é que ele está…
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Meia maratona Manuela Machado… próximo do meu melhor tempo...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Ei-la
Cerca de um ano e meio depois de me ter iniciado na corrida, enfrento agora a 6ª Edição da Maratona do Porto.Há uma série de aprendizagens que espero ter bem integradas no próximo Domingo. Aliás, no dia da prova, o que é decisivo é isso mesmo: o que sabemos/aprendemos sobre a maratona e a forma como a nossa mente utiliza esse saber… o treino, esse, já foi feito e nada mais há a fazer.
No próximo Domingo vou tentar partir chamando-me à atenção de que ainda sou pouco rodado para andar nestas coisas de maratonas… logo, tenho que ser comedido nas ambições.
Se sou pouco rodado para fazer esta maratona, menos ainda era nas outras duas (5ª Maratona do Porto e 4ª Golden Marathon Carlos Lopes).
Dessas duas experiências, tem-me assolado a constatação da dificuldade que tive nos últimos quilómetros. Na 5ª Maratona do Porto, fiz a 1ª meia maratona em 1:56h e a 2ª meia maratona em 2:12 (tempo total: 4:08). Na 4ª Golden Marathon Carlos Lopes, fiz a 1ª meia maratona em 1:46h e a 2ª meia maratona em 2:03 (tempo total: 3:49). Ora, a progressão poderia continuar com uma primeira meia maratona mais forte que a segunda... No entanto, desta vez vou tentar aumentar o equilíbrio no desempenho nas duas meias maratonas. O que mais tenho lido nos posts dos companheiros da blogosfera é que devemos ser mentalmente comedidos nos primeiros 30 Km, para estarmos fortes nos últimos 12… Tenho que ser capaz de fazer isto. Há cerca de 15 dias atrás, na meia maratona Sport Zone não fui capaz de gerir esse esforço, mas acho que foi esse o momento da constatação de que tenho que ser capaz de fazer a primeira meia maratona mais lento.
Outra constatação, por muito óbvia que seja (a mente é mesmo assim), é a de que os tempos a que aspiramos e que realizamos são resultado directo do treino que fazemos. É claro que isto é o que vem em todas as revistas ou livros da especialidade,mas dito assim até parece uma grande conclusão :). Eu, com os meus 475Km desde Agosto, não posso aspirar a tempos semelhantes aos de quem fez 600Km, 700Km, 900Km… Nem o facto de acumular horas e quilómetros de natação e bicicleta me pode colocar num patamar que não seja o de alguma parcimónia. É certo que gostava de fazer um tempo abaixo das 3:30h, mas não tenho treinos para tal. Vou tentar decidir o tempo que vou tentar fazer com o avançar do tempo, procurando avaliar-me ao fim dos 10 Km, dos 15Km, dos 21Km, dos 25Km e dos 30Km. Vou partir a pensar no ritmo dos 5min/Km, mas não vou querer forçar e abrando se me sentir a ultrapassar o que posso. Se chegar ao fim da 1ª meia maratona com 1:50h, poderei aspirar às 3:40h… mas só será possível se chegar aos 30Km capaz de fazer 12Km em ritmo próximo dos 5:15min/km. Acima disto, ainda fico contente se melhorar o meu tempo de Lisboa (3:49:21). Só fico triste se tiver que desistir :).
Parece-me que nunca estive tão capaz de correr a distância como estou agora, porque fiz mais treinos longos e com mais comodidade. No entanto, a minha forma é menor do que em Maio passado. Tenho menos treinos de intensidade e menos séries. Para além de tudo isto, não posso esquecer que são as experiências que procuro. Não tenho grandes objectivos para além de ir melhorando as marcas… pelo menos para já.
Assim, espero ter o prazer do momento de acabar mais uma maratona, do prazer de me cruzar e incentivar os amigos da blogosfera, dos dois dedos de conversa no final… e chegar a casa com aquela euforia de quem ainda está sob efeito do feito…
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Meia maratona Sport Zone
sábado, 17 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Treininho na meia-maratona de Ovar…
Acabou por haver espaço para esses encontros ao longo do percurso… havia muitas zonas de retorno, com os percursos de ida e de volta a cruzar-se. Isso permitia-nos sermos corredor e público ao mesmo tempo. E foi esse o espírito da parte inicial da minha prova: ser parte do público, olhando para o público como se fossem o actor principal. Inicialmente fui público do público de Ovar (na minha memória do ano anterior, o público da cidade de Ovar apoiava os atletas, mas não vislumbrei qualquer apoio neste ano de 2009), depois, fui o público dos caminheiros (paralelamente à meia maratona houve uma caminhada de 5Km), depois, dos companheiros de corrida que seguiam na volta do Furadouro, depois da população do Furadouro (estes sim, sempre a incentivar) e depois, novamente dos companheiros na zona da ria… Só na grande recta com mais de 2Km que nos leva à meta me concentrei mais nas passadas e nas ultrapassagens… Enquanto público incentivei os colegas bloggers que fui encontrando: o Velhote, o Capela, o Miguel, o Meixedo… e um par de colegas do Triatlo, com quem tinha estado na véspera em Coimbra…
Foi uma corrida que fiz na fase inicial a ritmo muito baixo… aos 5Km tinha 26:30min. e um colega meteu conversa comigo… puxou por mim e aos 10Km estava com 52min. … disse-lhe que preferia ir mais lento (de facto não estava a perceber se ia depressa demais ou não…). Eu fiquei ligeiramente para trás e respirei um pouco. Aos 11Km pensei que deveria fazer os últimos 10Km a um ritmo mais forte para ser um bom treino… acelerei um pouco e aos 15Km levava 1:18h, Ai pensei que teria que seguir um pouco mais forte para ser um treino com algum sentido para as minhas aspirações… lá fui, sempre em progressão, até à 1:47:38h finais, no 1186º lugar. Um excelente dia, com convívio porreiríssimo no final, que incluía os companheiros que tinha visto na corrida, mais o Luís Mota e família e um companheiro do Miguel, o João.
Assim se passou mais um belo fim-de-semana, que só teve isto que aqui relatei (com o triatlo de Coimbra)… e o resto do tempo foi passado com a família e um casal de muito bons amigos que temos para os lados de Aveiro… quase como eu quero que sejam todos os meus fins-de-semana.
Abraços.
domingo, 6 de setembro de 2009
Grande treino, concluído com a Corrida do Homem e da Mulher…
Dá-me sempre um grande prazer, que nem sei explicar muito bem, correr no meio de corredores populares, ouvir as bocas que mandam uns aos outros, desafiar-me a tentar acompanhar o ritmo de um que vai mais rápido, ver os sorrisos, os cumprimentos efusivos e, no final, a satisfação escondida nos rostos do sofrimento realizado…Assim, não consegui deixar de me inscrever na Corrida do Homem e da Mulher (Edição 1). No entanto, estou numa fase em que quero investir numa boa base de corrida, bicicleta e natação. O objectivo é a longo prazo e tento disciplinar-me o melhor que posso para colher os frutos mais tarde.
A ideia era fazer um treino longo de bicicleta, seguindo para a Corrida do Homem e da Mulher. Alguma preguiça ao acordar fez com que apenas às 8:08 estivesse a sair de bicicleta, junto à rotunda de Matosinhos. Nesta altura achava que não poderia fazer sequer 60Km porque teria de sair por volta das 10 horas daquele mesmo sítio em direcção a Leça, onde começava a corrida. Talvez tenha sido este pensamento que tenha feito com que tivesse andado um pouco mais depressa, sem nunca chegar ao esforço que normalmente imponho em provas, o certo é que ao fim de 30 Km eram 9:06. Nesta altura decidi que chegaria aos 60Km e seguiria para Leça. Assim foi, às 10:03 estava a chegar ao carro, coloquei a bicicleta no suporte, coloquei o cadeado e vesti a T-shirt oficial da corrida, onde tinha colocado previamente o dorsal. A transição acabou por ser lenta e às 10:07 estava a sair em direcção à Brito Capelo. Era altura de me alimentar e seguir num ritmo razoável. Às 10:25 já estava no local de partida e para não arrefecer lá dei mais umas corridinhas de um lado para o outro (ainda encontrei um velho amigo... o Moreirinhas, a entrar agora neste mundo). Terei feito aproximadamente 4,5Km até ao início da Corrida do Homem e da Mulher. Depois da partida, foi deixar-me levar. O ritmo era em torno dos 5 min/Km e começava a sentir muito o cansaço. No último Km tive a companhia do Mark Velhote, que estava a passar por mim, que está em preparação para a Maratona do Porto e tem um ritmo bem à frente do meu. Acabei por fazer este último Km um pouco mais rápido, o que foi muito bom - excelente forma de acabar o treino (muito boa companhia o Velhote).
No final eram 11:06, tendo estado quase 3 horas a treinar e a Corrida do Homem e da Mulher deu um tempo de 34:14 min. no meu cronómetro. O treino de bicicleta foi feito a um ritmo superior a 30 Km/h e o de corrida inferior a 5min/Km, o que me deixou bem contente.
domingo, 12 de julho de 2009
Hoje foi o dia da Meia maratona de Matosinhos.
Ia comigo o meu primo Ricardo, que tem andado a treinar como deve ser (!!!!), mas separamo-nos logo na fase inicial na confusão da partida. Quando nos cruzámos em Leça da Palmeira apercebi-me que ele ia num ritmo muito bom. Ainda pensei em aguardar por ele, mas (é nisto que acredito:) cada um com o seu prazer… e segui a minha corrida.
Acabei com o tempo de 01:43:22, no lugar 389º de 634 atletas que concluíram esta prova.
Comecei bem, a um ritmo forte e já depois da primeira passagem pela meta encontrei o João Meixedo. Como ele tinha GPS disse que íamos a um ritmo de 4:25min/Km, o que para mim era exagerado… Pensei em segui-lo, mas pouco depois acabei por me deixar levar num ritmo mais lento porque o corpo estava a começar a pedir. Aos 10km estava com 46min. e pensei que era a altura de optar entre fazer uma prova para um bom tempo ou, apenas, para um treino mais duro. Optei pela segunda possibilidade, porque (1) não tenho feito treinos para este tipo de distâncias e (2) era mais confortável :).
Segui “o ritmo do meu cansaço”, sem forçar muito. Aos 15Km estava com 01:12h e ainda pensei em correr um pouco mais rápido para descer abaixo de 01:40h, mas não me saiu... Quando cheguei ao final, lá veio o prazer de sempre… Como gosto destas sensações…
Ainda encontrei e cumprimentei, por fim, os companheiros da blogosfera: Meixedo (que tinha conhecido na fase inicial da corrida) Capelas, Velhote (com quem também troquei um comprimento efusivo num dos cruzamentos de atletas) … ficou a faltar o Miguel…
Gostei muito da curta conversa que tive com eles (falei mais com o Velhote)… ao certo voltaremos a conversar, até porque há interesses comuns (um grande abraço para eles e para os outros companheiros da blogosfera com quem espero continuar a privar durante muitos e muitos anos).
O meu primo Ricardo acabou por fazer um excelente tempo (aproximadamente 01:47h), tendo em consideração que era a sua 2ª meia maratona (fez a da Sport Zone há quase um ano) e também não tem feito treinos muito longos…
Parece-me que ele está pronto para fazer uns treininhos longos e até pode ser que vá à grande festa do atletismo cá do Norte (Maratona do Porto)…
Uma última nota para a animação que havia por Matosinhos... nalguns locais foi muito agradável o apoio do público... gostei muito desta prova.
Abraços para todos.
Rui
domingo, 28 de junho de 2009
10ª Corrida Festas da Cidade do Porto

Tal como estava previsto, hoje de manhã lancei-me à 10ª corrida Festas da Cidade do Porto, feita com a parceria do meu primo Ricardo. Ontem à noite pensei em não ir, hoje de manhã também. Quando fui do local onde estacionei a minha viatura até à partida, feito a pé com uma corrida muito ligeira, pensei outra vez em desistir. Depois de alongar voltei a ter este pensamento. Aos 5 Km, como passávamos pelo local da meta, ainda pensei uma outra vez em desistir. Mas não desisti, fui até ao fim, num ritmo lento é verdade, numa lógica de treino de recuperação… e acabei. Foi preciso 01:24:03 para ficar no 1028º lugar, mas sinto que bem mereço a medalha. Depois da Volta aos Mecos, da luta taco a taco com a vontade de desistir, só podia mesmo estar satisfeito.
Pretendia aproveitar este fim-de-semana, com a família fora, para me dedicar a treinos de acumulação de quilómetros de bicicleta, tentando aliar-lhe a dureza, com uma corrida. Pensei em fazer um treino longo de bicicleta de estrada com uma meia maratona no final, mas como gosto de participar nestes eventos, e estavam estas duas provas agendadas, lá fui. Está feito, sem grandes mazelas, até porque, depois desta corrida, sinto-me a recuperar bem do esforço de ontem.
Para o meu primo Ricardo, os parabéns por ter melhorado o tempo do ano anterior em mais de 10min., aproximando-se da 1:15H… Ainda tentei segui-lo… mas não dava.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Gold Marathon Carlos Lopes 2
Cá estou no dia seguinte da minha 2ª maratona, a 5ª Gold Marathon Carlos Lopes… O que mais tenho ouvido por estes dias é que “esta maratona tem condições para ter muito mais sucesso” … de facto concordo e o que há a melhorar é muito mais simples do que possa parecer. Ponto de partida: não se pode ser indiferente aos atletas que querem preparar e participar num evento destes (apesar do Carlos Lopes – e a Rosa Mota – fazerem a parte deles ao apoiarem de forma convicta todos os participantes no decorrer do evento).
As minhas sugestões:
- É imprescindível que o site tenha informação actualizada e fidedigna (pelo menos desde 9 meses antes da realização do evento) uma vez que é o principal meio de acesso a esta informação, nomeadamente os eventuais participantes estrangeiros (devendo haver alguém a responder rapidamente a todos os contactos via e-mail);
- Provas simultâneas à maratona (idealmente uma Meia-maratona e caminhada) que mobilizem a população e a cidade para o evento;
- Deve ser dado o apoio básico no dia do evento, isto é:
- (a) transportes (que inclui a coordenação entre transportes públicos e o evento ou a adaptação do evento aos horários dos transportes públicos - ver relato abaixo);
- (b) abastecimentos (sólidos e líquidos) cada 5 Km na 1ª Meia-maratona e cada 2,5 Km na 2ª Meia-maratona;
- (c) orientações/informações para os participantes em prova, com a marcação cuidada da quilometragem e dos locais de abastecimento/wc.
Atenção que o Carlos Lopes, a Rosa Mota a Aurora Cunha e outros/as merecem tudo, pelo que fizeram por todos nós e pelo que fazem pelos que se aventuram nesta e noutras maratonas.
Se é verdade que esta maratona poderia ter muito mais gente, também é verdade que com tão pouca gente teve características únicas. Nunca participei numa grande maratona internacional (antes desta, a minha única maratona tinha sido a 5ª Maratona do Porto, que teve cerca de 800 atletas no final, em que mais de 50% eram estrangeiros), mas já estive no meio de eventos com grandes massas de pessoas, como foi o caso da recente Meia-maratona da Ponte 25 de Abril (2009), que teve cerca de 35.000 participantes, ou da corrida do dia do pai (no Porto) com cerca de 15.000… De facto, comparando a maratona Carlos Lopes com estes eventos, mais parecíamos um grupo de amigos que se tinham juntado para fazer uma maratona, em que o percurso estava com o trânsito cortado, bem policiado e em que ainda estávamos combinados com alguns parceiros de corrida e familiares que nos foram ver/acompanhar/apoiar… Pareceu-me tanto uma maratona de um grupo de amigos, que o facto de ninguém (residentes e turistas) parecer saber da sua realização, tal foi a insignificância da divulgação, parecia deixar toda a gente surpreendida com o grupo de “maluquinhos que tinham conseguido cortar o transito para fazer uma corrida”… Ao ponto de ser fácil para nós, maratonistas, ver os olhares de surpresa-questionamento-indiferença (dos residentes) ou de surpresa-questionamento-apoio (dos turistas)… Estas circunstâncias pareceram-me ter criado condições únicas para esta maratona/experiência… A minha história de corridas é curta, mas houve algo de pouco provável que eu vivi neste evento. Conversei com muitos parceiros maratonistas, percorri zonas desertas de transeuntes e automóveis num Domingo de manhã em Lisboa, atravessei a baixa com os “tais” olhares surpreendidos e, no meio disto tudo, o maior grupo de apoiantes que encontrei foi os dos R4F (organizados no apoio aos diversos participantes) e o meu grupo de apoiantes que incluiu a minha mulher, filho, cunhada Filomena e respectivo Pedro… na meta, ainda lá estavam a prima Ana, o respectivo (outro) Pedro e a Ana Rita (filha)… apetece dizer “e esta humm!”
Mas vamos lá tentar o relato do meu ponto de vista maratonista:
Como tenho família em Lisboa, tinha combinado há muito este fim-de-semana. Na véspera dediquei-me ao convívio e à alimentação (acabei por conversar um pouco com o Pedro sobre as questões da alimentação – ele também tem a sua pancada pelo desporto – e, mesmo sendo eu iniciado, havia convergência entre as ideias dele e as minhas intenções/informações recolhidas). Antes disto tudo, pela manhã, fui levantar o dorsal onde fui informado da existência de um autocarro do Casino de Lisboa para o Casino do Estoril às 7 horas da manhã. No entanto, disse que iria de metro/comboio, tendo confirmado que poderia utilizar os transportes públicos com o dorsal...
Nesse dia deitei-me próximo da meia-noite (os mais novos da família tinham-se juntado lá em casa e houve brincadeira até mais tarde). Dormi bem e acordei por volta das 6:15h … depois de pequeno-almoço tomado, tal como estava programado, saí de casa com um t-shirt por cima da roupa de corrida (que seria para deitar fora depois do início da maratona) e um saco de plástico de tamanho gigante, com orifícios que o tornavam uma espécie de impermeável para utilizar caso chovesse nos meus percursos a pé até a corrida … também seria para me ver livre dele (nunca chegou a ser necessário). Apanhei o metro na Pontinha e tive que trocar na Baixa-Chiado. Não via ninguém com aspecto de participante numa maratona ou eventos associados (Bike tour e 5Km de corrida). No percurso até ao Cais do Sodré lá vislumbrei outros atletas. Algum receio que tinha de me ter informado pouco sobre o transporte para o Estoril estava dissipado… “Afinal estava orientado”, pensei… Chegado ao Cais do Sodré, como não era de Lisboa, optei por seguir os outros… e foi aí que estranhei os primeiros olhares de desilusão na consulta dos ecrãs que forneciam as informações sobre os comboios. Outro grupo perguntou ao segurança com respostas acompanhadas com reacções “estranhas”. Meti-me na conversa e a razão aí estava: só tínhamos comboio às 8 horas (eram 7:40) e este chegaria ao Estoril às 8:29 (o início da Maratona estava marcado para as 8:30). Colocámos a possibilidade de ir de táxi mas era incerto se o trânsito estava cortado e ninguém tinha dinheiro. O “pensamento” reconfortante foi o de que poderia haver um ligeiro atraso na partida… e tudo correria bem. O grupo que constituímos era eu, dois boxeurs (que não sei o nome) e o Rodrigo (que foi fazer os 5 Km). Conversámos um pouco e rapidamente estava na hora do comboio. Mantivemo-nos juntos e a viagem pareceu ser feita num ápice. De repente estávamos quase no Estoril e foi mesmo no comboio que fizemos os alongamentos a toda a rapidez (pensei que o pior era stressar… e tentei manter-me calmo). Chegado o comboio, ao longe avistamos o pórtico da largada e “pumm”… partida dada… subimos o Avenida Aida em passo de corrida, pelo passeio, cruzámo-nos com todos os participantes e rapidamente os assistentes da partida desmobilizavam quando a Rosa Mota nos avistou e pediu para esperarem. Assim foi, com o forte aplauso da Rosa Mota e do Carlos Lopes que iniciámos a maratona (os quatro do grupo que vínhamos juntos no comboio e um quinto elemento que vinha numa carruagem diferente da nossa). Eu, Rui Pena, fui mesmo o último a partir, cerca de 2 minutos depois de ter sido dada a partida (fiquei com a ideia que não houve leitura do chip porque a máquina estaria ligada… pelo menos o característico “piiiii” não se ouviu).
O início foi lento, muito lento mesmo, porque o importante era entrarmos na corrida. Mantive-me junto aos parceiros da viagem de comboio durante os primeiros momentos e depois aumentei um pouco o ritmo e fiquei apenas na companhia do Rodrigo até aos 5 Km – foi o meu primeiro parceiro de conversa em corrida (foi aqui que soube o nome dele – grande abraço se vieres a ler isto…). Quanto aos boxeurs, despedi-me deles dizendo que se calhar ainda me apanhavam lá mais à frente. E assim foi.Os primeiros quilómetros estavam sinalizados e fui percebendo que corria ligeiramente acima dos 5 min./Km. Era a companhia e a conversa que me arrastava para um ritmo ligeiramente lento (no meu plano teria que fazer 4:45 na primeira Meia-maratona). Procurei o meu ritmo, confortável e decidido. Não havia mais marcações da quilometragem! Estaria distraído? Olhava para trás e para a frente aos 30 min., aos 35 min. … procurava uma referência na quilometragem, mas nada. Mais um companheiro de corrida e conversa sobre tempos a que aspirávamos. Este acelerou para me alcançar… e depois outro… este segundo tinha GPS e disse estarmos com uma média por volta dos 5 min.. Eu tinha a sensação que ia mais lento que isso e tinha começado 2 minutos depois dele… Acabei por ter um acesso de lucidez e pensei que a conversa se estava a sobrepor ao ritmo e concentração que queria ter… Desejei boa prova e aumentei um pouco o ritmo… Houve um período em que conversei menos para não ficar retido. Foi passado um bocado que acabei por ficar ao ritmo de dois colegas “mais experientes”, um deles com mais de 20 maratonas e 64 anos… Falava muito… mas iam para as 3:30 – 3:40… O ritmo deles era bom para mim e deixei-me ficar com eles. À Meia-maratona tinha 1:46h, acima do que eu esperava, mas já começava a sentir que não podia aumentar o ritmo porque ainda faltava outro tanto. Aos 25 Km tinha 2:05h, mantinha-me com o mesmo grupo, agora acompanhados por dois runners que estavam a fazer a sua corridinha matinal numa parte do percurso da maratona. Pensei que o ritmo deles era mais forte do que o meu e estava a pensar deixar-me ir ao meu ritmo.
Fui religioso nos abastecimentos líquidos (todos os 5 Km, só água) e na alimentação de sólidos (barras energéticas e gel que trazia comigo, em pequenas porções antes dos líquidos). Aos 25 Km avisto o primeiro grupo de apoiantes minimamente organizados. Era a Beta (minha companheira de vida), o meu filho Xande, a Filomena e o Pedro, que passavam por uma autêntica claque … Já tinha pensado neles, mas foi muito reconfortante vê-los.
Nessa altura pensei que até ali não tinha avistado outros apoiantes que não corredores que iam felicitando e incentivando quem estava na corrida… e um ou outro olhar que aguardava o avistamento do respectivo familiar-corredor. É claro que isto assim escrito pareceu solitário, mas houve a conversa entre corredores… e o percurso… No final da prova haveria de ser questionado sobre a beleza do percurso (?), mas era das conversas, dos rostos dos parceiros, dos transeuntes, dos momentos de concentração na passada que mais me lembrava. Engraçado que agora que escrevo tenho na memória, de forma muito clara e intensa várias paisagens que fui (percebo agora) registando intensamente com o mar, as praias, os jardins e edifícios de vários e diferentes momentos do percurso …
Depois dos 25Km tive que urinar … e larguei o meu grupo. Quando retomei a corrida achei que poderia voltar a alcança-los, mas comecei a ser alcançado por atletas que anteriormente tinha ultrapassado. Continuava sem ter as referências dos quilómetros e achei que estava em quebra. Estávamos na baixa e foi aqui que vimos algum apoio dos transeuntes (mais dos turistas, é claro)… Como ainda era cedo, comecei a pensar em poupar-me. Aos 30 Km tinha aproximadamente 2:38h e achava que estava a “passar pela parede dos 30 Km”. Procurei aumentar o ritmo e seguir uns parceiros. Ainda assim fui, mas a quebra a sério ainda estava para vir, por volta das 3 horas de corrida e não consegui recuperar mais. Havia uma bolha no pé direito que me incomodava. Antes da prova cheguei a pensar que poderia fazer 3:30, na Meia-maratona duvidei muito disso, agora sabia que não chegaria lá, mas também nunca foi algo que perturbasse as minhas passadas. O objectivo era chegar ao fim e, mesmo sem saber por quanto, ao certo faria melhor que da minha primeira vez… Não fazia contas, nem tinha cabeça para isso… Lá revi colegas com quem antes tinha conversado e que agora passavam por mim… voltavam os cumprimentos e os desejos de “boa prova”…
Tinha comigo uns comprimidos de açúcar que comecei a tomar nesta altura, por volta dos 35 Km (imaginava eu, porque nem a sinalização aparecia, nem o tempo, agora, me dava boas orientações). De repente, com meio comprimido de açúcar na boca, seca, seca, seca, vejo escrito no chão a spray branco “35 Km” e, logo a seguir, “ABST” … O meu pensamento foi que estavam a falhar os abastecimento dos 35 Km, “logo o dos 35 Km”… e eu com meio comprimido de açúcar na boca a sugar-me a saliva até às entranhas! Olhei para o fundo daquela longa recta para ver se avistava o abastecimento (outras vezes tinha acontecido ver a referência a spray no chão e este estar 100-200 metros mais à frente)… mas nada. Olhei para trás para ter a certeza de que não o tinha passado. Ainda por cima estava praticamente sozinho, sem ninguém atrás ou à frente. Deitei fora o resto do comprimido e roguei umas pragas… Esqueci… Segui caminho, como podia e com a firmeza que podia… Pouco depois, meio escondido numa curva, lá estava o abastecimento. Como ia lento… e havia “um abastecimento só para mim”, pedi “duas águas… uma com tampa por favor”… parecia que estava no café. Recebi as águas, agradeci, não me pediram nada em troca, bebi a primeira, guardei a segunda e segui a minha odisseia… Aproximava-me do Parque das Nações onde sabia que estaria novamente a minha família … só pensava nisso, não havia tempo, dores, bolhas na minha cabeça… era uma grande alegria poder voltar a vê-los agora que os momentos eram tão difíceis. Lá estavam, agora com a companhia da Ana, do (outro) Pedro e da pequena Ana Rita… De tão contente que estava nem me apercebi que estava num empedrado, terrível, que iria durar mais 4 Km. De facto nem sabia que eram mais 4 quilómetros. Tinha 3:22 horas de corrida e o meu pensamento era que teria que seguir até ao fundo e voltar… depois já estava. Do lado contrário procurava os meus conhecidos (companheiros das conversas iniciais que me tinham ultrapassado) … ao cruzar-me com eles lá me foram dizendo que tinha uma “rotunda mais à frente… e com abastecimento” e que “estava quase”. Lá fiz a rotunda e pouco depois avistava o pórtico da meta… Houve um novo ânimo, voltei a ver a marcação da quilometragem no chão (41 Km), não me recordo do tempo que levava, mas pensei que faria abaixo das 3:50… Segui firme porque sabia que teria a minha família à espera, ali na primeira linha do público, em posição absolutamente privilegiada para me verem e para eu sentir o seu animo, acabei a olhar para eles, feliz…
domingo, 10 de maio de 2009
Gold Marathon Carlos Lopes - 3:49:21
Já está feita a minha segunda maratona...sexta-feira, 1 de maio de 2009
Corrida 1º de Maio
Saí de casa sem saber a que horas seria a corrida e qual a distância a percorrer. Também nem sabia muito bem se iria fazer a corrida com força ou em ritmo de passeio. Acabou por andar no meio, deixei-me levar, mas o corpo , mais uma vez, quando tenho estes pensamentos, parecia corresponder às indecisões e indefinições da psique... No meio disto, como desconhecia o percurso (ouvi dizer que teria 8Km), foi com a prova a decorrer que percebi que era muito semelhante à São Silvestre do Porto, apenas ligeiramente mais curta. Acabou por me trazer a memória dessa prova tão prazenteira. No final, o meu cronómetro marcava 40:06 e fiquei um pouco desiludido com o tempo, mesmo tendo-me sentido mais fraco do que o habitual. Não é tempo que acho que devo fazer em 8Km... Cheguei a casa e lá medi no MapSource o percurso... 9km, o que mais se coadunava com o tempo feito/dureza do percurso.
Depois de amanhã vou alcançar o 1º objectivo do ano: experimentar uma Corrida de Montanha. É a subida à Sra. da Mó (Arouca)... Vou ter que o fazer em ritmo de treino porque estou a 8 dias da Maratona Carlos Lopes... já não me sai da cabeça...
domingo, 26 de abril de 2009
Corrida 25 de Abril - Custóias
Como no dia de hoje continuavam as festividades do 25 de Abril aqui à porta de casa, em Custóias, e fazendo parte do programa uma “Corrida 25 de Abril”, nem hesitei e fiz-me a ele.Não tinha muita informação sobre este evento, tomei conhecimento dele num comunicado da AAPorto e tinha feito um contacto telefónico e outro de e-mail, com a Junta de Freguesia de Custóias, para efectuar a inscrição. Não paguei nada mas em troca tive a corrida, o dorsal, um chapéu de brinde, uma água e um iogurte líquido.
A Polícia Municipal e a Polícia de Segurança Pública estavam mobilizadas para o evento… o pessoal da Junta fez o que pode.
Já fui a muitos eventos populares com esta mania em que me meti, as corridas, mas este era mesmo popular. Havia provas para todas as idades, os miúdos faziam corta-mato, depois eram desclassificados e … havia protestos… que se faziam ouvir. Sobre as corridas dos diversos escalões havia um croqui com o percurso, mas não se sabia ao certo a distância… Para o caso dos Seniores/Veteranos, ouvi falar de 8Km (que não eram) e de “4 e tal, quase 5”. Foram aproximadamente 4,650Km (foi o que consegui calcular pelo MapSource – medição feita em casa, no software da Garmin).
O que importa é que no final estava tudo contente, o que interessa mesmo é dar uma volta a puxar o máximo, ou então durante um período de tempo razoável… libertam-se umas endorfinas, soa-se um bocado e haja companheiros para andar as voltas pelas ruas, neste caso em Custóias…
Mais uma vez, aqui está um belo início de Domingo… Obrigado à Junta de Freguesia de Custóias.
Quanto ao meu desempenho, apesar de estar com vontade de treinar e fazer percursos longos, cá vim experimentar este evento como se de um fartlek se tratasse… Saí rápido, estourei, voltei a recuperar, a estourar e fui a dar o máximo até ao final… Não sei em que lugar fiquei, mas não foram muitos os que ficaram à minha frente - atrás também não ficaram muitos :) – e fiz o tempo de 18:52:09… Lá está o valor a rondar os 4:05 min./Km.
Já agora fica aqui uma palavra para o meu amigo Luís Cardia que fez hoje a maratona de Madrid em 4:11h … Parabéns para ele.
sábado, 25 de abril de 2009
Corrida da Liberdade em Rio Tinto
29º Sénior com 30:32:00 (tempo oficial)...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
19ª Meia Maratona Cego de Maio... Voltei a um tempo próximo do que sou capaz de fazer nesta altura...

domingo, 22 de março de 2009
Meia-maratona de Lisboa foi belíssima ... (1:42:10)


domingo, 15 de março de 2009
Corrida do dia do pai foi a estreia do meu filho (Xande) e mulher (Beta) em caminhadas...
Só os reencontrei depois de mais de 1h e 30 min. porque resolveram "passear nas calmas" e aproveitar para ver o Porto noutra perspectiva. O que me valeu foi a companhia do meu vizinho Luís, que voltou a fazer uma boa corrida para quem corre à pouco tempo (cerca de 51 min.).
No meu caso, consegui os 43:16 min., dentro do que é actualmente a minha capacidade nos 10 Km, em linha com os 42:21 min.dos "9.75 Km de Avintes" (do fim-de-semana anterior). Estou em fase de muitos compromissos profissionais, com pouco tempo para treinos, mais investido em manter a forma para chegar à Maratona Carlos Lopes com capacidade para a fazer a rondar as 3:30h ... e conseguir preparar-me bem para a bicicleta e natação (aproximam-se os triatlos do meu calendário...).
Para já é preciso ter alguma lucidez e calma... e lá para o fim de Abril, deve haver nova calmaria em termos profissionais.
