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domingo, 1 de maio de 2011

Sentimentos divergentes com o Triatlo Internacional de Lisboa.

Pois é… não consigo dizer que correu mal, mas também não correu bem... Directo ao assunto: a natação foi fraquita, próximo do meu habitual, mas acabei o segmento sem ter feito grande esforço. Na bike, furei logo aos 10Km e perdi cerca de 10 minutos (segundo o Garmin)… Acabei por demorar 3:04h a fazer os 90 Km …mesmo subtraindo os 10min. e tendo em consideração as condições meteorológicas, foi um segmento fraquito. Talvez tenha gerido excessivamente o esforço, talvez tenho tido a ilusão de que estava a andar bem porque ultrapassava muita gente… mas, provavelmente, tenho é que treinar com mais intensidade alguns dos treinos… No entanto, quando chegou a corrida final (20,3Km), o prazer foi enorme e uma agradável surpresa. Comecei ao ritmo que podia e mal reparei que estava em torno dos 4:40, abrandei (a expectativa eram os 5:00 min. por Km)… mas nunca fui muito acima dos 4:45, porque me sentia bem. Corri sempre solto, sem sofrimento algum, a ultrapassar muita gente, numa corrida com sensações espectaculares, que nunca antes tinha vivido… Só a 2Km do final senti uma dor de burro, numa altura em que o entusiasmo me levava próximo dos 4:30. Abrandei um pouco e esta acabou por passar e lá retomei o meu ritmo. Demorei pouco mais de 1:36h, a uma média de 4:45. Nunca tinha vivido sensações tão boas a correr como ontem de manhã… No entanto, a corrida não me deu um grande resultado = 5:26:08 e o 349º lugar.

Como estou em processo de treino, faço uma pequena nota a ajustes que poderei fazer no treino de ciclismo (ainda vou pensar nisso), mas estou em boa forma, pelo menos resistência tenho... Outro sinal disso é o facto de ter ficado pouco dorido da prova e hoje (24 horas depois) estou literalmente prontinho para outra.

No Triatlo Longo de Aveiro, no final do mês de Maio, vou arriscar um pouco mais na bike… mas, para já, vem aí mais um degrau na minha preparação para o IM... Nível 4 (de 5 Níveis).

Um abraço para os meus colegas de equipa (Daniel, Magalhães e Luís Ferreira), para o Paulo Neves do CVP, que me acompanhou na viagem a Lisboa e uma nota para o óptimo ambiente que se vive no triatlo...

Uma nota também para uma prova que é espectacular (que já estou com vontade de voltar a repetir...)... apesar de em termos de público, pelo menos este ano, ter sido a malta vinda de Espanha a salvar a coisa...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Triatlo Internacional de Lisboa

No próximo Sábado, dia 30 de Abril, participarei pelo 2º ano consecutivo no Triatlo Internacional de Lisboa. Foi das provas mais gostei de participar até hoje. Desta vez, aparece-me exactamente a meio da preparação para a minha estreia na distância IronMan (a 7 de Agosto próximo em Regensbourg, Alemanha)… e tem um significado diferente da prova de há um ano atrás. Estou com um Plano de Treinos entre mãos, cumprido quase na totalidade e que, até aqui, me deixa apto a cumprir a distância Half-IronMan sem grandes sobressaltos. É claro que terei sempre de gerir as minhas forças e de me alimentar e hidratar bem, se assim não for corro o risco de ficar pelo caminho. No entanto, o espírito com que vou encarar esta prova não é só o de chegar ao final, apesar desse ser sempre o meu grande objectivo. Desta vez vou tentar aproximar-me das 5 horas, se possível, ficar abaixo disso. Será difícil, principalmente porque estou sem velocidade na corrida (só viu introduzir esse tipo de treino nos últimos 2 meses da minha preparação) e porque a meteorologia não se avizinha “amiga”. Mesmo assim, sinto-me capaz de fazer melhor que há um ano (5:15), esperando para isso a colaboração do vento, pelo menos isso, para me safar no ciclismo…
Seja como for, o meu objectivo é as 5 horas.

domingo, 25 de abril de 2010

Sem espinhas… 5:14h…


Já está.

Foi a minha estreia na distância Half Ironman e não podia ser melhor. Nunca tive tanto prazer numa prova, uma vez que tive tempo para contemplar o Oceanário da perspectiva da água, o rio Tejo à chegada a Lisboa, na bicicleta, e gozar o apoio do público na corrida… A minha mulher até acha que estou a exagerar, mas fiz a prova toda a gerir o esforço, em ritmo de endurance, sem nunca chegar a “sofrer” para dar uma braçada, uma pedalada ou uma passada.

Na perspectiva de chegar ao fim a tentar não passar mal, tinha programado fazer tudo no tempo de 5:30h (40 min. para a natação + 3h para a bicicleta + 1:50h para a corrida, incluindo as transições) … e ganhei tempo em tudo.

Mas isto tem uma explicação simples… antes da prova (mesmo a semana anterior) andei nervoso que até metia dó… PPM altas (antes da prova cheguei a ver o meu Garmin marcar mais de 140…), estava com muito receio… que me fez pensar que só podia ir com CALMA… e assim fiz. Geri, geri, geri… e resultou bem.

Na natação nunca me senti cansado, fui sempre relaxado e até tive o cuidado de tentar ser racional na utilização da técnica (e realmente resulta muito bem). Não forcei nada (o Luís Ferreira, meu companheiro da AASM, disse-me para fazer a natação com muita calma…). Para além disso, optei por me orientar pelos outros atletas, seguindo sempre com um grupo… Só no último 1/5 da prova isso não aconteceu (e aqui terei perdido tempo desnecessariamente, pelo ziguezaguear em que acabei por ir) o que foi, mais uma vez, uma sensação menos boa… No entanto, estava cá fora com menos de 38:50 min., para mim, bom.

A T1 foi demorada… calçar meias, calçar sapatos de encaixe… 3:31min..

A bicicleta foi gerida pelo Garmin, ou melhor, pela monitorização cardíaca. Fui sempre entre as 145 e as 158 PPM, sem “sofrer”, e com o pedalar o mais constante possível. Tinha uma subida acentuada no meio de cada uma das voltas (eram 4 voltas), mas nem aí me esforcei muito. Na descida, aproveitava para descansar… Fui controlando o tempo que fazia a cada 10Km… Estive quase sempre no parcial dos 18 min., excepto por duas vezes, uma vez na casa dos 19 min. e uma outra na dos 17 min.. Quer isto dizer que fui sempre a uma velocidade superior aos 30Km/hora, que significava que faria o segmento de ciclismo abaixo das 3h… Não era permitido “andar na roda”, era tipo Contra Relógio… e assim fui, mas havia muitos grupos… Eu circulei próximo de malta que acabou por se juntar na 3ª volta e, claramente, pelo cansaço, houve gente que se colou (literalmente) à roda de outros e foi rebocado… Mas nós estávamos lá atrás, porque me pareceu que à frente também se fez o mesmo… Acabei este segmento com 2:44:35.

Depois vinha uma Meia-maratona… Se até aqui fui sempre a gerir, teria que fazer o mesmo na Meia-maratona. Assim, mal sai do parque de transição (T2 = 1:38), quando ia a um ritmo inferior a 4:30 por Km, meti travão no ímpeto… Era muito rápido e abrandei logo. Fui calmo, sem querer saber de quem me ultrapassava. Seguia em torno dos 4:45… mas, com o passar dos quilómetros ia abrandando. Não chegava a sentir-me fraquejar, unicamente, deixava-me levar num ritmo confortável. Curti muito, mesmo muito… e apenas no início da 3ª volta pareceu estar a vir qualquer coisa que me “queria mal”… mas abrandei logo (de 5:15 para 5:40). Passou… e recuperei um pouco. Foi assim até ao final. O parcial de corrida foi feito em 1:45:58 (mas ainda faltava pouco menos de 1Km para a Meia-maratona = 20,2Km)…

FINAL= 5:14:34 … e sentia-me tão bem! Nunca acabei uma maratona tão fresco… Já fiz várias Meias-maratonas em que estava em pior estado. Até treinos fiz em que fiquei pior. Tive um prazer do caraças… O que tinha corrido mal no planeamento deste fim-de-semana foi mesmo o facto dos meus familiares se terem ausentado de Lisboa (razões iguais às minhas)… e o meu núcleo familiar não estava ali. Voltei para São Mamede de Infesta porque eles não me saíam do pensamento…


Abraço para o Luís Ferreira pelos conselhos que me foi dado (no final vim-me embora sem me despedir, mas nem sabia que não o ia ver mais)…

Abraço também para os bloggers que reencontrei… o triatlo é muito, muito fixe.