Antes de mais agradeço à malta que vem aqui dar-me apoio e comentar os meus posts… é que fico todo orgulhoso.
Eu também sou assíduo leitor de muito blogs, sendo uma actividade que faço quase diariamente, apesar de algumas vezes ficar para o fim-de-semana ficar ao corrente de todos os ditames.
Quanto à Maratona de Lisboa.
Treinei de acordo com o plano, mas nem pensei muito no que iria lá fazer… mas era para fazer. Do pouco que pensei sobre a maratona, basicamente era sobre tentar ter uma experiência positiva, agradável, um pouco como me aconteceu na Maratona do Porto em 2009… Acabei por combinar (+ ou -) seguir com o Pedro, que ia estrear-se, seguirmos em conjunto num ritmo 4:50 – 5:00… Eu achava que poderia ser pouco confortável para mim porque tinha feito pouco tempo antes a Maratona do Porto… mas combinei. Também pensei noutra coisa, que era andar na fase final se me sentisse muito estoirado… O meu treinador de natação da AASM anda cada vez mais interessado no triatlo e no IRONMAN… e falou-nos da fadiga neuro-muscular associada a provas em que há movimentos repetitivos durante largos períodos de tempo – como acontece na maratona – sendo uma estratégia para lidar com essa fadiga fazer uma pausa nesse movimento repetitivo, por exemplo, alongando e andando durante 30-60’’… Eu até já tinha lido sobre isso e via velhotes a pararem, alongarem e ret
omarem a corrida bem fortes (isso deve ser a experiência desses “velhotes” … eu acredito mesmo que eles não façam essas coisas por acaso). Ora, no Porto estive para o fazer mas acabei por correr sem parar, mesmo com o sofrimento em que estava e, em Lisboa, queria experimentá-lo.
A maratona (resumidamente):
Segui na companhia do Pedro e do Nuno (colega do Pedro)… o ritmo era como previsto entre 4:50 e 5:00 … Mas dos 3, sentia que eu era o que ia mais cuidadoso, mas refreado no ritmo, nem sei se não terei funcionado como travão. Com o aproximar dos 20 Km separámo-nos, primeiro o Nuno e depois o Pedro (na Avenida da Liberdade)… Até aqui tinha sido um sobre e desce constante (de plana esta maratona não tem nada) e sentia-me bastante confortável. Optei por ficar para trás porque não queria aproximar-me do meu limite (mas era a leitura intuitiva do meu corpo que mo ditava, não ligava sequer às PPM… porque até acho que o meu cinto de HR anda meio avariado). Chegados à marginal, vem o vento. O Pedro nunca saiu da minha vista (talvez 100mts), enquanto que o Nuno não o via há muito. Depois da meia maratona havia mais gente no percurso, que era a malta que partiu para a prova da Meia Maratona dos Descobrimentos, mais ou menos a meio da Maratona. Segui até Belém, novamente na companhia do Pedro, a partir dos 25 Km… No retorno não estávamos muito longe da bandeirola das 3:30h e avistámos o Nuno uns 500mts à nossa frente. Chegámos aos 30 Km e o ritmo aligeirou, mas nem me sentia a fraquejar muito.
Aos 34Km alcançamos o Nelson (colega aqui do Porto) e acabei por ficar com ele e o Pedro seguiu uns metros mais à frente. Fiquei com o Nelson porque estava a começar a fraquejar (era aquilo a “parede”… e nunca estive tão lúcido e atento às minhas sensações numa outra maratona anterior. No abastecimento dos 35 Km tinha decidido que iria tentar o tal reset nos movimentos repetitivos da maratona… Ora, disse-o ao Nelson, que optou por seguir e o Pedro que ía ligeiramente à minha frente, começou a andar nos mesmos 35 Km… andei com ele, tentei perceber se aquilo era algo mais definitivo ou não e tentei animá-lo porque isto era uma passagem para retomar o andamento (mas acho que nunca lhe passou pela cabeça desistir)… Retomámos a corrida, e eu percebi que estava mais forte… e que ele ficava ligeiramente para trás, dei-lhe um último incentivo e segui o meu ritmo. A subir para o Rossio, estava muito próximo dos 5:00/Km … reencontrei o Nelson e só lhe dei um grito de ânimo e segui. Depois, já a subir a Almirante Reis, ainda passei pelo Nuno, e quase que só tive tempo para lhe dizer que estava a sentir que poderia ir mais rápido… e também segui. Nesta altura passou-me pela cabeça fazer abaixo das 3:34… Mas já começava a voltar a sentir-me cansado… ainda faltavam 3Km e pensei que para seguir aquele ritmo (agora era por volta de 5:15), teria que sofrer um bocado… Recordei-me a mim mesmo que estava ali para ter uma experiência positiva e voltei a andar um pouco mais. Conversei com o colega do lado e retomei a corrida. De facto, quando fiz isto, parecia ter uma nova carga… ao contrário dos meus receios (achava que a paragem me poderia dificultar o retomar da corrida). Já depois do topo da Avenida Almirante Reis, optei por seguir num ritmo mais calmo, sem sofrimento, até à meta final.

Depois de cortar a meta, rapidamente percebi que ia recuperar mais rapidamente que da maratona do Porto. Até tive que ir ao carro buscar a toalha para a banhoca e fui a correr…
Hoje, até fui fazer a Volta a Paranhos, para recuperar da maratona… pensando fazer cerca de 50 min. e fiz 43:54 … com os primeiros 5Km em 22:38 (ainda a tentar perceber como me sentia) e os segundos em 21:16… O que me pareceu bastante bem…
Estou a entrar numa fase de descanso mas até parece que este mês de Novembro foi um mês de recuperação do treino intensivo para a maratona + Maratona do Porto. Não sinto qualquer tipo de mazela, impressão, essas coisas… e psicologicamente, sinto-me com vontade de treinar este mês apenas o que me apetecer… e não é que estou com apetites…
Vamos ver os próximos dias… será sempre um período de baixa intensidade.
Abraços também para os amigos António Almeida (grande abraço para ti), Veloso, (não encontrei o Adelino), Mota e Andrade… que estiveram em Lisboa… E para o Meixeido com quem partilhei uns metritos em Paranhos. Onde esteve uma grande representação da AASM.