domingo, 3 de maio de 2009

7º Circuito de Arouca - Senhora da Mó


Já está cumprido o primeiro objectivo do ano de 2009. De facto era simples porque se tratava de uma realização... era só fazer a prova.
Como faltam oito dias para a Maratona Carlos Lopes, este evento levantou-me algumas questões: seria demasiado duro? Seria o terreno propenso a lesões? Teria tempo para recuperar?... Acabei por ter os meus cuidados: hidratei-me bem antes e durante a prova, fui com tempo para ir levantar o dorsal, olhar à volta, aquecer, alongar, ...alongar..., relaxadamente. Na partida coloquei-me na parte de trás do pelotão e fiz a minha largada com calma e sem esforços excessivos.
Mas, esta postura relaxada na partida, era geral... Fiquei com a impressão que esta é uma diferença para as provas de estrada: não há empurrões e o posicionamento na partida não é assim tão relevante. Depois de dada a partida e houve gente que concluiu a conversa que estava a ter com o colega do lado... pouco depois havia gente a correr virado para trás à procura de parceiros… tudo relaxado! Como para mim isto era desconhecido achei que estava tudo a poupar as forças… e era mesmo. Teria eu que fazer o mesmo e foquei-me num ritmo seguro e confortável. Nas primeiras rampas fora de estrada, os primeiros atletas começaram a andar. Eu, reduzi o ritmo mas não cheguei a caminhar... Lá fui! Subimos, subimos e achava que tinha que manter o passo de corrida... "Afinal era um treino", pensei, antes da semana de preparação psicológica para a maratona e era importante fazer este pequeno esforço final. Pouco depois iniciámos uma descida, que seria longa, e nos levaria ao ponto mais baixo da prova (290 mts) e sem mal dar para pensar bem, voltamos a subir, agora íamos na direcção dos 702 mts. Foi a fase mais dura do Circuito da Senhora da Mó… muito dura. Esforcei-me por manter o passo de corrida, mesmo quando as picadas eram verdadeiras paredes...

Só uma nota: porque comecei por fazer este tipo de picadas no meu Land Rover Defender, sem imaginar que as faria de BTT, mas assim foi. Fi-las de BTT sem me passar pela cabeça que as faria a correr. Foi hoje. O que virá agora?

Voltando à corrida... Nestas picadas fazia-se o que se podia e a grande maioria caminhava. Eu corria, mas pouco mais rapido conseguia progredir que aqueles que faziam a andar. Por breves momentos cedi e acabei por andar, mas logo retomei o meu ritmo em corrida. O avistar da capela da Senhora da Mó, deu a todo o pelotão uma referência e o sempre motivante pensamento: "é já ali". Mas não era… e o esforço continuou até à última rampa.
Os abastecimentos de água pareciam aparecer no momento certo e mais um lá estava junto à capela. Logo de seguida, a picada era a descer. Procurei arranjar um ritmo que não pusesse em risco a minha integridade física, nomeadamente a das articulações e tendões dos pés. Rapidamente percebi que o esforço poderia ser grande se tentava travar, assim como o risco. Acabei por enconstrar um “bom ritmo” que me aproximou de outros atletas que seguiam à minha frente. Nesta altura convém referir que as passagens/cruzamento com as estradas asfaltadas estavam sempre bem controladas por dois ou três elementos da organização e um agente da GNR.
A aproximação a Arouca era prazenteira. Estava a chegar ao fim. Num repente, já estavamos na zona de asfalto que nos leva ao empedrado da Avenida 25 de Abril. Um último esforço e aí está mais um belo prazer com que me deparo... a corrida de montanhã. Parece-me que vou ficar fã.

Os 12.470 mts foram percorridos em 01:21:16 ... tendo ficado no 96º lugar (dos 158 que chegaram ao final).

Um grande bem haja a quem organiza estas coisas...

2 comentários:

Mark Velhote disse...

Olá Rui,

Antes de mais boa sorte para a Maratona Carlos Lopes!
Gostei do que li: de futuro vou estar atento a estas provas de montanha.

Abraço

Mark

Maratona das Cataratas do Iguaçu disse...

Oi Rui,

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