segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

São Silvestre do Porto

Mais uma corridita para não esquecer o bem que sabe... Ainda bem que corro.


Desta feita voltei a fazer a corrida com calma, a tentar ter cuidado com os pés. Ainda não estão bem, principalmente o esquerdo, e sei que vai demorar a recuperar disto. Por isso, tentei ter uma passada certinha e sem arrastar os pés... Aos 5 Km, junto à Rotunda da Boavista, levava 27 min. e porque me sentia muito bem pensei em tentar baixar dos 50 min. - mas sempre com a passada certinha... Senti-me bem, só custou um pouquinho a última rampa, mas deu para perceber que posso recuperar rápido... mas quando for a altura certa :) ... 49:15 min. foi o tempo final.


Obrigado à malta que me tem enviado mensagens de apoio.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Volta a Paranhos... a recomeçar...

Bom... um par de quilos a mais e uma teimosa inflamação do tendão de Aquiles (toda a gente me diz que é uma chatice do caraças o que aqui tenho...), não me impediram de participar na Volta a Paranhos no passado dia 8 de Dezembro. Tinham passado mais de dois meses e meio desde a minha última corrida, pelo que estava meio inseguro quanto à minha capacidade de correr 10Km. Corri muito calmamente, a tentar dar passadas certeiras, tentando fazer com que o esforço caísse no gémeo e não nos tendões... Cheguei ao fim sem grande dificuldade, em pouco mais de 53 minutos... Deu para perceber como sabe bem correr... Mas não vou exagerar agora... para já, tratamentos, bike e natação...

Na São Silvestre do Porto, lá estarei para mais uma corrida calminha.




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Maratona BTT da Beselga

Fiz hoje os 66 Km da Maratona BTT da Beselga. Tratava-se de um evento que queria fazer desde que me dedico a estas coisas desportivas. A razão era simples: é uma pequena aldeia muito próxima da aldeia onde vivia a minha avó... tinha a ideia que encontraria percursos muito semelhantes aos caminhos que calcorreei na minha infância... E hoje andei de BTT lado a lado com as árvores, os muros, o chão, as pedras, as pessoas dessas minhas memórias.


Mas, foi desta que lá fui parar, porque o meu irmão está também a dedicar-se ao desporto, neste caso, ao BT... Ele desafiou-me... e eu aceitei o desafio. Acabei por lhe fazer companhia o tempo todo... é verdade que eu podia ter ido mais depressa, mas foi uma maratona. E, já agora, uma referência a este meu irmão, que fez estes 66 Km com um bicicleta que tinha lá por casa: rígida, com uma transmissão a funcionar à pancada e sem qualquer equipamento apropriado... Até as calças eram de um fato-de-treino que havia lá por casa... heróico.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lesão...


Já está definido há uns dias, mas só agora consegui ter um tempinho para postar que não vou à Maratona do Porto. Também ficou pelo caminho a Meia Maratona de Ovar… Razão: inflamação dos (dois) tendões de Aquiles… que quero deixar recuperar 100%. Ainda é a consequência do treino para o IRONMAN…


… Como só nado e ando de bike, ao Domingo de manhã tenho podido admirar o mar de gente que se prepara para a Maratona do Porto. Tudo de bom para todos…

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Triatlo Olímpico de Lisboa em 2:30:54

Aproveitando uma estadia entre trabalho e convívio em família por Lisboa, dei um saltinho a Belém para participar no I Triatlo olímpico de Lisboa, 3ª etapa do Campeonato Nacional Individual.

Até poderia ter uma remota esperança de conseguir o apuramento para a finalíssima de Outubro, mas não tinha. Em primeiro lugar porque o meu desempenho em Montemor e, principalmente, em Aveiro (onde desisti devido a furo) tinha ficado aquém do necessário… e, em segundo lugar, porque ainda me “arrasto” no segmento de corrida, sendo que não tenho treinado porque ainda estou a tentar recuperar convenientemente do Ironman…

Assim, tinha em mente fazer a natação e ciclismo a testar os meus limites e capacidade actuais… e fazer a corrida “nas calmas”… Assim foi. No entanto, saliento o facto de ter tido dificuldade em seguir na roda, principalmente quando o grupo se tornou numeroso, o que me fez procurar a “protecção” da cauda do pelotão (já com cerca de 30 ciclistas)… era muita gente a arriscar no posicionamento dos retornos, muitos esticões e… eu ainda não estou preparado para aquilo.

Mesmo assim, fiz um ciclismo agradável e até confortável (exceptuando aquela meia-volta em que não aguentei os esticões…) tendo feito uma média final a quase 35Km/h…

Na corrida, o ritmo foi mesmo calmo, mas acho que, mesmo que quisesse, não conseguia andar muito mais. A meio da corrida, com 2:07:00, apercebi-me que poderia obter a minha melhor marca na distância, o que me fez acelerar um pouquinho a corrida e acabar com 2:30:54 (quase menos 5 minutos que há um ano em Setúbal).

Assim, percebi, que a base ainda cá está…

domingo, 21 de agosto de 2011

Trancoso-São Mamede de Infesta em bicicleta

Estou em fase de descanso e nos últimos 15 dias fui 3 vezes à piscina e fiz 40 Km de bike. No entanto, hoje, resolvi vir de Trancoso de bike. Andei perdido entre Resende e Entre-os-Rios… Nada de complicado. Acabei por pedalar mais de 210 Km e, cerca de 8:30 horas, a uma média em torno dos 25 Km/h.

Só apanhei chuva nos últimos 20Km, mas tudo ok…

Abraços… vou continuar o descanso…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Em período de reflexão…

(antes de postar a "tal" reflexão, quero agradecer aos que me felicitaram por estes dias. Foram muitos, e sei que outros o não fizeram por estarmos em período de férias... a eles também agradeço... Não vou nomear aqui a malta porque seriam muitos... também contam os do Facebook, dos SMS e e-mails)

...


Como estou em fase de descanso, entrei em período de divagação e novos projectos. Estou a pensar em várias possibilidades: maratona do sol da meia-noite (Noruega: Tromso, a 30 de Junho de 2012… ), que é uma viagem que permite contactar com outra sociedade, compreender os outros e conhecer-mo-nos um pouco melhor... Ou então repetir a façanha da distância IRONMAN numa versão mais “curta de orçamento”, reduzindo a estadia no local do evento ao fim-de-semana: Ironcat, Ampola, Espanha a 12 de Maio de 2012 … Ainda tenho em mente os 101Km de Ronda, que ainda está sem data marcada… que poderia ser feito na versão turística (1 semanita no sul de Espanha) ou na versão de orçamento curto…

Mas também temos que ver onde nos leva esta crise, e a vida, porque há nuvens muito negras a pairar nos nossos céus…

Mas a reflexão não é só divagação… alguns dos meus companheiros de blogosfera deram-me deixas para poder deambular um pouco mais por pensamentos…

Chorar ou não chorar…

O Nuno (no Facebook) e o Pinheiro, num comentário aqui no blog, fazem uma referência à minha contenção do choro no momento em que me emocionei ao passar por público que aplaudia e dava força a todos os atletas, ainda na fase inicial da maratona do Ironman Regensbourg… eu sei que é meio na brincadeira… 

Ora, quando escrevi o que escrevi, quis transmitir o sentimento tal qual o vivi… é verdade que contive o choro, é verdade que pensei que não fazia sentido chorar por “aquilo”. Mas não é por achar qu
e um homem de 38 anos não deve chorar. Bem pelo contrário, eu choro. Choro, normalmente, de alegria ou de tristeza. Choro quase sempre quando tenho a minha mulher e filhos envolvidos… ou outras pessoas de que gosto muito muito. Também choro, por exemplo, por causa dos meus pais e irmãos. Repito: por tristeza e por alegria (a última vez que chorei, nem sequer parei de chorar de alegria, para passar a chorar de tristeza…). Mas, eu sei que ainda chorarei lágrimas que não derramarão a dor que hei-de sentir. Nesse dia não haverá racionalização que me valha. E essa contenção (na prova de Regensbourg) representa isso mesmo: uma estranha espécie de poupança de lágrimas (isto é o Psicólogo a falar, não eu) para as dores que sei que virão. Adoro o triatlo, foi uma sensação incrível fazer aquela prova, chegar ao fim, sentir aquele privilégio de contemplar a festa por dentro, de sentir o meu corpo de dentro de mim, as minhas sensações no percurso, perante o feito… Mas, eu pratico desporto porque quis recuperar algo de mim que estava quase perdido: o meu aspecto, a minha saúde, a imagem que os meus filhos terão para todo sempre do pai. As alternativas eram (1) a de um homem muito dedicado ao trabalho (workaholic), fumador, quase obeso e com aspecto doente, que chegava a casa e mal conseguia levantar-se do sofá… não tinha forças para brincar com eles, para os empurrar no triciclo, ou na bicicleta; e a minha opção foi (2) dedicar-me ao desporto, estar em forma, sim, porque todos os dias sou capaz de carregar com o meu filho mais velhos às cavalitas… no dia seguinte ao Ironman carreguei com ele pelas ruas de Regensbourg… ter um aspecto mais saudável, ser mais jovial, mas calmo e lúcido: ser um bom exemplo para eles. E isto é o mais importante para minha vida. Percebo que haja muitas motivações para se praticar desporto. Uns é porque querem alcançar grandes feitos, outros porque adoram a sensação da competição, outros porque querem imaginar-se um pouco como atletas e outros até porque querem ser “o único” cá do burgo a fazer aquela prova/distância … se calhar também tenho muito disto que para aqui estou a dizer… e eu respeito estes sentimentos e estas razões. Mas, para mim, a razão maior é ser uma pessoa com bom aspecto, praticante de desporto, capaz de realizar feitos que orgulhem os meus filhos hoje e sempre, tentando tirar algum prazer disto. Agora, os objectivos que estabeleço, os projectos, são a estratégia que arranjei para me mater a praticar desporto…

A família…

Por muito que haja pessoas na minha família que não o compreendem, a primeira razão disto tudo é mesmo a família. Se não tivesse filhos, provavelmente não particava triatlo. Por essa razão é que também empurro os meus treinos para os “buracos” da minha vida. Não treino às 5 ou 6 manhã porque a qualquer momento os meus filhos acordam e passo a ter responsabilidade nas tarefas que têm que ser feitas. E se estou a treinar, sobrecarrego a minha companheira (não posso esquecer que tenho treinos de 2 e 3 horas, o que, conjuntamente com o banho, implicaria estar quase até às 9h ocupado com aquilo… isto, se acordasse às 4:30h). Por isso, treino à noite, e os atrasos e demoras têm o maior impacto nas horas que durmo… Faço-o, normalmente, depois de deitar o meu filho mais velho e, é verdade, deixo a minha companheira encarregue de deitar o mais novo… e nisto ela fica desapoiada… É claro que a família também perde quando tenho que treinar as manhãs de Sábado e Domingo… mas tenta-se compensar com uma tarde 100% dedicada (mesmo que completamente rotos…), ou então acordamos mais cedo para estarmos em casa a tempo de fazer o almoço (entre as 6 e as 11 horas dá para muitas horas de treino + banho)... Outra nota: nos últimos 6 meses abdiquei completamente de trabalhar em horário pós laboral, recusei trabalho, trabalho que era bem pago… tudo para poder estar mais tempo com a família numa fase em que sabia que treinaria mais horas que o normal. Nunca na minha vida profissional tive o meu horário tão contido ao horário normal de trabalho, como nos últimos 6 meses. Nunca passei tanto tempo com a família como nos últimos 6 meses… e isto foi dificílimo …

Isto foi o que eu procurei fazer e fiz. Porque a minha principal motivação é o orgulho que quem me rodeia tem em mim. É uma parte do orgulho que quero que os meus filhos tenham em mim… mas não é só isto.

Sim, a minha família sacrificou-se, mas eu procurei fazer com que nem dessem por isso. Estou certo que os meus filhos e a minha companheira nem sabem bem quantas foram as horas que passei a treinar… enquanto dormiam.

E eu amo-os.