sábado, 2 de janeiro de 2010

São Silvestre de Santo Tirso

Fiz hoje a São Silvestre de Santo Tirso pela segunda vez. Já conhecia a dureza do sobe e desce do percurso, conjugado com o piso maioritariamente em “paralelo”… muito duro.

É uma típica corrida popular, com muita gente na rua, ou às janelas, a incentivar, ou tão-somente a ver passar os “corredores”. Não foi um público especialmente caloroso, mas na zona da meta o aglomerar de gente dava-nos mais ânimo… e sabe sempre bem, fazer parte desta festa.

No entanto, nem tive muito tempo para reparar no público. Fui sempre muito concentrado na corrida, a dar o que tinha, num ritmo muito bom, confiante no que estava a fazer. Fui quase sempre integrado num pequeno grupo, na parte traseira, tendo procurado seguir num ritmo constante numa fase muito difícil da corrida, com as maiores subidas e maiores descidas. Aos 7,5 Km foi mais complicado segui-los e comecei a sentir o sofrimento a obrigar-me a alguma contenção. Mesmo assim, dei tudo o que tinha no dia de hoje. Tinha o objectivo dos 42 min. … o que não deu, mas pouco faltou » 42:31.

Ainda não foi desta que bati o meu melhor tempo (42:21) mas estou a sentir-me bem, a fazer tempos superiores aos que consegui nas mesmas provas, no ano passado. Tenho a expectativa de chegar a Março capaz de atacar os 40 min.. Vai ser difícil, mas os objectivos servem para nos mobilizar e motivar para o esforço de treino… e vou aumentar a carga em Janeiro e Fevereiro. Pelo menos, e esta ambição o demonstra, os 42 min. são uma barreira que julgo estar ao meu alcance.

Antes da corrida ainda encontrei o Velhote e o Miguel Torres… Mas, depois da partida, não os vi mais… um abraço para eles.

Um abraço também para os bravos do longo de amanhã, em Valongo. Espero que transformem esse treino num hábito… para um dia destes poder acompanhar o grupo.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

São Silvestre do Porto, 44:08 :)


De volta às corridas, depois de Gaia… não podia perder uma das minhas provas preferidas.

A chuva ameaçou a festa, mas o povo marcou presença, diga-se que uma presença bem intensa com calor, apoio, muita atenção a todos os atletas do pelotão (pareceu-me haver mais gente que no ano passado, a correr e a assistir)…

Quanto a mim, estava mais confiante que na véspera, pois já sabia que estava capaz de correr com mais força que há um ano. Ataquei a 1ª ida ao Marquês com firmeza, num ritmo a rondar os 4:50/km (o Pai Natal deixou-me um Garmin 310XT no ténis de corrida), depois ataquei a descida para os Aliados em torno dos 4:00/km … a minha estratégia era atacar novamente na 2ª subida para o Marquês… e assim fiz, mas agora o ritmo era mais difícil e tive dificuldades em correr abaixo dos 5:00/km. Quando estava no Marquês pensei que o pior já tinha passado e, já que ali estava, só tinha era que atacar a 2ª descida para os Aliados (e lá fui, abaixo dos 4:00/km)… Esqueci-me da última rampa, a subida dos Aliados (curta, mas subida) e, quando a tive pela frente, exactamente a meio da curva, resolvi atacá-la também. :)

Senti-me óptimo… com a sensação que dava para continuar. Mais uma vez, volto para casa com o prazer que a corrida me dá

Fui para a corrida na óptima companhia do meu vizinho Luís, que ainda não entrou 100% na coisa das corridas, mas vai lá… E mais uma vez reencontrei malta cá da net (abraço para todos) e outros velhos amigos… que gostei de rever (ainda bem que muito bem com a vida).


sábado, 26 de dezembro de 2009

São Silvestre de Gaia


Por estes dias, a "boa forma" não tem sido a minha principal preocupação. Há um mês atrás treinava-me para fazer os meus melhores tempos neste período das São Silvestres… Mas com a adaptação ao mundo do meu filho mais novo… os sonos perdidos, os treinos irregulares e alguma desconcentração para com a actividade desportiva, deixou-me incerto quanto ao meu desempenho nestas provas.

No entanto, o treino está lá e os resultados reflectem-no… no entanto, não gostei muito do que encontrei nesta São Silvestre.

A corrida acabou de ter 10,840Km, graças a uma enorme azelhice da organização que colocou a partida ao contrário (!!!!!!). Ao contrário do que estava anunciado (a partida era em “direcção ao Canidelo”) e ao contrário do que era protector da segurança dos atletas, porque evitaria o enorme afunilamento de pessoas no primeiro retorno, com apenas 400mts percorridos e, por fim, ao contrário do sentido que faria com que o percurso tivesse os anunciados 10 Km.

Passei aos 10Km em 42:45min, um tempo do melhor que fiz até hoje, sendo que tive alguma contenção, porque não faço corridas há mais de um mês… e os treinos têm sido de intensidade moderada, excepto as saídas para fazer séries… Saí desta corrida com a sensação de que era capaz de fazer um tempo abaixo dos 42:00 min. …

Já estou a recuperar para a São Silvestre do Porto… Mas, também não será aqui que vou baixar dos 42 min. :) … Talvez em Santo Tirso.

PS: Mas que bem que me soube o retorno à corrida popular…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOM NATAL E FELIZ ANO 2010


Bom... e chega um dos dias mais desejados ao longo do ano... Para mim, felizmente, é certo a reunião da família mais querida, por um lado, em Trancoso, com os meus pais e irmãos e, no dia seguinte, no Porto, com toda a família da minha mulher. Este ano, com mais um membro na família: o André.

Não é só isso... é um tempo em que a ilusão da beleza, da surpresa, do deslumbramento é tão real como a nossa existência.

Para toda a malta com quem tenho convivido, aqui na net, e na prática desportiva, um Bom Natal e Feliz ano de 2010.

:)


domingo, 22 de novembro de 2009

Treino longo na 1ª Maratona BTT de Aveiro… 98Km


Fui hoje a Aveiro para retomar o BTT. Estou numa fase em que tenho de começar a fazer algo para evoluir no ciclismo. Optei por ir a esta maratona porque sempre que fiz BTT adorei e representa sempre um excelente treino de técnica de utilização da bicicleta, porque, especificamente esta, tinha uma fase final de cerca de 40 Km muito rolantes, o que me permitiria fazer um bom treino de endurance (forte) e porque a minha cunhada esteve o fim-de-semana com a minha mulher (nunca se sabe… já estamos nas 37 semanas e tudo pode acontecer…).

Não vou alongar-me muito neste relato, porque de facto foi um treino… Como houve partidas separadas (havia também uma meia maratona de 45 Km e um passeio de 25Km), rapidamente me integrei num grupo com um ritmo semelhante ao meu. Fui ao chão duas vezes no primeiros 20 Km, uma delas bem no meio de um grande charco de água que se acumulara na muito enlameado terreno circundante das margens do rio Vouga. Nada de mais… O grupo inicial foi-se separando. Uns ficavam para trás e outros para a frente. Mas segui sempre com gente com um ritmo semelhante ao meu. Foi nas subidas e descidas mais técnicas que as minhas dificuldades vieram ao de cima. Desde Junho (Volta aos Mecos) que não fazia BTT e até parece que desaprendi. Logo depois das eólicas das Doninhas (ponto mais alto do percurso) estive a ajudar um par de companheiros que precisavam de uma bomba de ar… mas a minha também não ajudou muito. Perdi bastante tempo… e acho que me deixei ficar por lá porque estava com algum receio da longa descida…

Quando o percurso ficou rolante, a muita lama fazia-o difícil. Mas foi aqui que mais me esforcei pelo meu treino. Ainda me perdi e quando regressava para as últimas marcações, outro companheiro que vinha na minha direcção (perdeu-se no mesmo sítio) … garantia-me que era por ali. Nem questionei muito, mas entre procura das fitas das marcações e telefonemas para a organização, que estavam desligados (a organização foi mazinha), acabámos por perder cerca de 15 min. (fomos um pouco aselhas).

Voltamos para trás, lá encontrámos o percurso e, depois disto, sempre a rolar, havendo umas zonas mais técnicas no final (incluindo algumas descidas) que acabei por fazer sem o travão traseiro… !!
Acabei ao fim de cerca de 5:50h, com o meu ciclo-computador a marcar 98,6Km…

Mais uma vez chego à mesma conclusão: adoro BTT… e acho que é da adrenalina… Ainda não percebi como é que ainda não dei um valente tombo naquelas descidas tresloucadas.

Isto do BTT acrescenta técnica às minhas capacidades, mas a partir de agora vou concertar-me mais na minha preparação para a bicicleta de estrada. De facto, é muito diferente o trabalho que tem que ser feito. No primeiro caso a técnica e a capacidade a subir e descer é decisiva, havendo grandes variações no esforço feito numa prova de BTT. No caso da estrada, o pedalar tem que ser constante, sendo a elevada cadência e potencia o que nos faz andar a ritmos fortes 1, 2 ou mais horas…

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Relato da 6ª Maratona do Porto

Um dia depois da 6ª Maratona do Porto, a sensação de realização está a começar a desvanecer-se perante o desejo de trabalho para os próximos desafios. Apesar de continuar imerso em trabalho e prazos para cumprir, só penso na recuperação para voltar aos treinos… (convém que o diga, também já estou contagiado com o Natal, o que me voltou a acontecer desde que fui pai, sendo que se aproxima a repetição desta sensação, o que me deixa ainda mais entusiasmado).

Mas vamos à maratona.

O que antecedeu a maratona:
Dormi bem, acordei bem e tomei um belo pequeno-almoço: cevada (uma grande malga), pão branco com mel (comi mais que o normal sem ficar enfartado). O meu intestino é um relógio e ontem estava certinho… O plano preparado na véspera foi executado quase automaticamente, sem qualquer stress. À saída de casa levava comigo bebida energética e água, para hidratar antes da partida. Tinha um encontro marcado para as 8h, com um primo meu e um colega (eles correriam os 14Km), junto ao Parque da Cidade. Enquanto os esperava, ainda troquei umas palavras com o Mark Velhote, que me pareceu mentalmente forte e descontraído q.b.. Entretanto, o meu primo tinha-se deixado dormir, mas como estava com tempo, nem isso me stressou… Lá apanhei o autocarro e fui para a partida. Foram muitos os bloggers com quem me fui cruzando, cumprimentando, sempre contente por os rever… mas o meu foco já era a maratona. Fiz as “devidas necessidades” e ainda reencontrei um companheiro de parte da Maratona Carlos Lopes de Maio passado, com quem revivi alguns dos momentos que passámos. No meio disto tudo, quando se aproximou o momento de partida, optei por estar mais perto dos companheiros bloggers do que sozinho, mas também não combinei nenhuma estratégia com ninguém, nem era a minha intenção, porque queria estar muito atento ao meu corpo… seria ele a ditar o ritmo a que iria.

Partida…

A maratona:
O primeiro quilómetro foi lento devido a subida mais acentuada da corrida e porque tive que serpentear por entre alguns corredores mais lentos que tinham partido à minha frente. Nada de problemático porque a Avenida da Boavista rapidamente me colocou a um ritmo próximo dos 4.35/Km. Nesta altura comecei a ter um companheiro blogger por perto, o Ricardo (ora um pouco à frente, ora um pouco atrás). Acrescentámos mais algumas impressões sobre as nossas pretensões (já tínhamos conversado antes de partirmos), que estavam entre as 3:30 e as 3:45.Disse-lhe que ele ia ser uma referência para mim, mas a minha intenção era não seguir outros corredores… apenas o meu corpo. E foi depois do Km 6 que o meu corpo me disse que tinha a bexiga cheiinha. Ora bolas! Lá teve de ser, mesmo depois de ter tido o cuidado de a esvaziar antes da partida!!! Não tive dúvidas, valia mais agora que mais tarde porque ainda estava a aquecer… O tempo que perdi, afastou-me do Ricardo até ao fim. Acho que ele nem se apercebeu da minha paragem porque no retorno do edifício transparente ele pareceu ficar surpreendido com o meu atraso. Nada de mais, só tinha que gerir o esforço (pensava para comigo) e não me precipitar em tentar voltar a alcançar o Ricardo. Segui o meu percurso solitário, mas ao Km 10 tinha o meu amigo André à minha espera (de bicicleta), que me daria todo o apoio de que necessitava…
Passei pelos 10 Km com cerca de 48:30h, mas sempre confortável. Depois do Passeio Alegre, e já na companhia do André, passou por mim cerca de 15 corredores (em grupo) que me convidaram a seguir o ritmo deles, que era de 5min/Km. Ainda apanhei boleia por um par de quilómetros, mas, voltou a assolar-me o pensamento da gestão do esforço… e segui o meu ritmo. Ainda demorou bastante tempo a perder de vista este grupo, praticamente só no retorno da Afurada… mas eu ia ao meu ritmo.

A ponte Dom Luís tinha um dos pontos mais excitantes da corrida. Tratava-se de um sítio em que o público poderia acompanhar os amigos e familiares em vários momentos da corrida: aproximadamente aos 14 km, para quem ia para a Afurada; aos 25Km para quem já estava a caminho da Ponte do Freixo; e aos 32 para quem seguiria pelo túnel da Ribeira em direcção à meta. Ora, a festa era enorme, com muito apoio, muita força dada pelos espanhóis que não olhavam a nacionalidades… era claro que eles percebiam que o que eles nos estavam a dar significava muito para nós. Para mim, foi sempre bom passar por este local.

Nesta altura a alimentação à base de gel continuava a seguir o esquema que tinha predefinido (90 a 180 Kcal por cada 5 Km). O meu amigo André passava-me o gel, dava-me bebida energética e fazia-me companhia…

Antes da meia maratona concentrei-me nos companheiros bloggers que seguiam à minha frente, que já vinham da Afurada e aos quais tentei dar um palavra de incentivo. O Ricardo, a minha referência, lá ia ligeiramente à minha frente. À meia maratona tinha aproximadamente 1:45h. Estava com um ritmo melhor do que o que esperava… mas estava bastante confortável. A tentação de manter o ritmo de 5min/km assolou-me, mas o pensamento que mais tinha treinado era o da gestão do esforço… e assim fiz, contive-me e um pouco acima desse ritmo e segui para o Freixo. Continuava confortável, mas com o aproximar dos 30 Km perscrutava o meu corpo à procura de “um sinal”. Sento várias pequenas dores e desconfortos na fase inicial, mas tudo tinha desaparecido pouco tempo depois. Continuava confortável. No retorno do Freixo, tinha o António Almeida mesmo atrás de mim. Já tinha dado conta dele ligeiramente atrás nos outros retornos, mas a qualquer momento ele estava ao meu lado. O meu ritmo era um pouco superior aos 5min/km e com o António Almeida chegava aos 29Km. Comecei a achar que “o sinal” estava por aparecer… e decidi seguir o ritmo do António Almeida (não fiz o que tinha previsto, pois tinha planeado abdicar da gestão de esforço aos 30Km se me sentisse forte, mas estava a fazê-lo 1 Km antes).

Entrei nos 30Km com pouco mais de 2:30h. Eram os 30Km mais rápidos que tinha feito. Nunca um treino de 30Km demorou menos que 2:35h, tão pouco nas 2 anteriores maratonas tinha alcançado esse tempo nesta fase da corrida. Mas o melhor, era a força com que me sentia. Ainda me questionei se teria sido a alimentação (até aos 30Km consumi cerca de 600kcal de gel), da chuvinha refrescante (?) … rapidamente voltei para a prova e deixei as explicações. Já próximo do túnel da Ribeira sinto o Almeida com um ligeiro abrandar, mas eu continua confortável. Acabei por me deixar levar pelo meu ritmo até ser alcançado por dois maratonistas que vinham num bom ritmo e que decidi seguir. Não troquei uma palavra com eles, nem era necessário, estávamos ali para o mesmo e juntos conseguíamos mais. Foram a minha companhia num ritmo que iria cair aproximada- mente nas 3:32h, mas aos 37,5Km comecei a sentir-me a fraquejar. Deixei seguir estes dois companheiros e fui ficando para trás deles. É certo que nunca foi muito difícil, afinal de contas já estava em plena Rua do Brasil, bem próximo do ponto de encontro com a minha família, no edifício transparente. Fui-me distraindo com essa ideia, não forcei muito, mas já não segui o ritmo forte com que estive nos quilómetros anteriores. Depois do reconfortante encontro com a minha mulher e filho, deixei de ter foco mental e tentei reatar um ritmo forte, mas já não deu para grande coisa. Foi a altura em que mais senti o André a tentar apoiar-me, mas eu estava noutro mundo… (obrigado para ele). Controlei o tempo aos 40Km e aos 41Km e estava convencido que baixava das 3:35h … mas isto são 42Km e...195m e nem sprintei…

3:35:08 foi excelente para mim… Mas, acima de tudo, esta foi a maratona que me deu mais prazer, foi a maratona em que senti ter a corrida controlada, ou melhor, em que aprendi que é possível ter esta corrida minimamente controlada. Há desafios que tenho na minha vida que passam por ter confiança em enfrentar esta distância.

Hoje já tenho essa confiança.

domingo, 8 de novembro de 2009

03:35:08


Está concluída mais uma maratona, com o meu melhor tempo das 3 que já acabei, tendo ganho cerca de 14 min à marca de Maio passado na Maratona Carlos Lopes.

Na minha antevisão, achava que o tempo de 3:40 seria bom, havendo um desejo de conseguir baixar das 3:30. Situação que achava pouco provável, dado uma série de condicionantes. A principal era a crença de que estou em menor forma que em Maio, tendo, por exemplo, falhado o teste para esta maratona, na meia maratona SportZone (tempo superior a 1:40), quando em Abril tinha feito a meia maratona Cego de Maio na casa da 1:36… Para além disto, na penúltima semana estive constipado, o que antecipou o descanso em 8 dias.

Mas, o que mais queria desta Maratona, 1 ano e ½ depois de me ter iniciado na corrida, era acabar com a sensação de que já domino a distância. É certo que há quem defenda que esta distância nunca se domina (eu tenho no meu programa um dia desistir de uma maratona), mas, para mim, dominá-la era chegar ao fim sem a sensação de ter sofrido imenso para a acabar (situação que aconteceu nas duas primeiras). Assim, no meu ponto de vista, era importante ter duas meias maratonas equilibradas em termos de desempenho. E assim foi: hoje fiz a 1ª meia-maratona em 1:45h e a segunda em 1:50h… A quebra foi ao Km 37,5… ao contrário das outras vezes que foi antes dos 30Km. E desta vez, a quebra, não chegou a derrear-me completamente, tendo conseguido manter um ritmo sem nunca chegar aos 6min/Km e em que ganhava mais lugares do que os que perdia… havia muito mais gente a passar bem pior do que eu.

Estou satisfeito, apesar de não ter alcançado o objectivo que tinha estabelecido para este ano de 2009 (tempo da maratona abaixo das 3:30h).

Para este resultado acho que houve vários factores favoráveis:
1 – Alimentação. Depois do final das minhas férias de Agosto resolvi riscar da minha dieta os doces e as gorduras. Acabei por perder 4 quilos: antes de começar a Maratona Carlos Lopes, depois dos reforços de massa da véspera, pesava 76,6Kg. Hoje de manhã, também depois dos reforços, pesava 72,8Kg;
2 – Treino de base. Em Agosto e Setembro não fiz séries nem treinos de intensidade (excepto nas provas em que participei… triatlos de Setembro). Só em Outubro recomecei as séries). Foram meses de treinos longos… que procurei fazer em ritmo de endurance, aumentando a intensidade nos quilómetros finais;
3 – Descanso antes da prova. Um bocado forçado na penúltima semana antes da maratona devido à constipação, mas nos 3 últimos dias só fiz 4Km, ontem de manhã – este descanso pareceu-me relevante, por exemplo, para chegar à meia-maratona com 1:45h, bastante confortável;
4 – Hidratação… diária. Há um hábito que adquiri nos últimos meses que vou tentar preservar. Chá. Bebo todos os dias chá. Faço aproximadamente um litro e vou bebendo ao longo do dia, à noite. Assim, é mais agradável estar a beber "água" ao longo do dia, juntando-lhe a água que costumo beber, por exemplo, durante ou depois dos treinos, acredito que beba quase todos os dias pelo menos 2 lts de água – para além disso, também abandonei o vinho :) (costumava beber um copo ao jantar);
5 – A alimentação durante a prova. Optei por ingerir o gel (de absorção lenta) que tenho consumido em provas de BTT, triatlo, treinos e com o qual me tenho sentido bem. Disciplinadamente, consumi 90 a 180kcal por cada 5Km, até aos 25Km. Depois disto, acabou e só tinha gel de absorção rápida, que optei por não tomar (nunca me dei muito bem com ele e estava com a sensação de que o que meteria para dentro vinha cá para fora…);
6 – O tempo que se fez sentir hoje. A chuvinha refrescante e o vento que não apareceu, ajudou e muito. Antes de partir, pensava que era um dia idêntico (talvez melhor) que o dia em que tinha corrido a meia maratona Manuela Machado (Janeiro de 2009), onde consegui a minha melhor marca na meia-maratona;
7 – O apoio durante a prova. Pedi a um amigo meu (André) para me acompanhar de bicicleta (é o desporto que ele anda a praticar), fornecendo-me o gel e bebida energética sempre que eu precisava. Nem precisei muito, porque não cheguei a sentir sede (o tempo que se fez sentir, ajudou), mas foi uma presença constante, dedicada a mim… e isso significou mesmo muito. O meu grande obrigado para ele.

Para este resultado acho que houve vários factores perturbadores:
1 – O período que vivo em termos profissionais desde o final das férias tem sido de grande intensidade… há stress associado, muitas viagens pelo país e como agora sou Profissional Liberal tenho que dar-lhe bem porque em Dezembro quero estar de férias, concentrado no novo membro da família que está a chegar. Apesar desta parte da minha vida profissional estar a correr bem, é difícil depois das 22:30h ir treinar… Mas assim fui fazendo, acumulando stress com treinos, o que tem sido dose;
2 – A maratona não foi o meu foco principal até ao dia 4 de Outubro. Até aí, pensei mais nas provas de triatlo que na maratona. Quero investir no triatlo e nunca deixei de treinar natação e ciclismo, tendo inclusivamente sido necessário investir fortemente na natação para recuperar a paragem (na natação) de Agosto… acho que vai continuar a ser assim.

Para já, como balanço do dia de hoje, ele deu-me segurança quanto à expectativa de poder baixar das 3:30h no próximo ano. No entanto, ainda não sei se vou fazer 1 ou 2 maratonas… aguardo o calendário de triatlo para decidir a minha agenda. Para já vou fazer uma maratona de BTT dentro de 15 dias, em jeito de treino mesmo, e tentar melhorar os tempos dos 10 Km na Volta a Paranhos e nas São Silvestres… com o olho na próxima época de triatlo.

Ah… para acabar… GRANDES tempos para os meus parceiros bloggers… Parabéns para eles: António (grande melhoria na marca), Miguel (à beirinha do objectivo), Meixedo (no seu melhor), Velhote (extraordinária estreia), Capela (sempre a melhorar), Ricardo (foi a minha referência e saiu-se muito bem na viagem ao continente), Fernando (ao nível do que nos tem habituado), Mota (este homem é impressionante), João (sempre bem... venha lá esse blog ), Nuno K (mais uma!) … e o Brito e a Otília (bons tempos). Se me esqueci de alguém, peço desculpa.

Abraços para todos.